Existem pelo menos dois ameaças reais que pairam sobre o futuro da populaçãomas para o qual a maioria das pessoas prefere encolher os ombros, em vez de iniciar agora o plano de defesa e contenção de danos.
Talvez a explicação seja nossa dificuldade em lidar com problemas isso só nos afetará daqui a alguns anos.
O primeiro deles é o das Alterações Climáticasque infelizmente só recentemente ganhou parte da atenção que deveria ter no Brasil, por um triste motivo: a tragédia vivida no Rio Grande do Sul.
Para o chuvas que inundou o Estado se materializou, para os negacionistas de sempre e para aqueles que ainda não tinham noção real do problema, de como as coisas deveriam acontecer nas próximas décadas.
Para nos protegermos desta ameaça, porém, não basta que cada um faça a sua parte. Todos precisam reagir como sociedade, e isso governos e empresas tomar iniciativas complementares às da população comum, para garantir a redução das emissões de gases com efeito de estufa e a interrupção do aumento da temperatura média da Terra.
Para a segunda ameaça a longo prazo, a má notícia é que o governo já deixou claro que não vai te ajudar (pelo contrário) e, também neste caso, as pessoas desconhecem o tamanho do problema. A A boa notícia é que você pode resolver sozinho (com algum sacrifício), sem necessidade de mobilização social.
Estou falando sobre planejamento aposentadoria. É um problema global, dada a combinação do aumento da esperança de vida (o que é uma boa notícia) e uma mudança na pirâmide etária, que inviabiliza modelos de pensões públicas em que os mais jovens pagam a reforma dos mais velhos, como o INSS. . no brasil. A maior longevidade também tirou do mapa, não só aqui, os grandes planos de pensões de benefícios definidos do passado, aqueles em que o trabalhador tinha um bom salário garantido para a velhice, mas que invariavelmente se revelavam financeiramente inviáveis.
O resultado é que Estamos no modelo “cada um por si” quando se trata de aposentadoria. Mas, como eu disse, as pessoas não perceberam a ameaça que estava por vir.
Segundo pesquisa da Anbima, enquanto 41% dos trabalhadores ativos esperam não depender do INSS na aposentadoria, 93% das pessoas que já atingiram essa fase da vida declaram que dependem da previdência pública para sobreviver. E a realidade é a mesma entre os entrevistados das classes A e B: metade dos que não se aposentaram espera não precisar contar com o INSS, mas 92% dos que já penduraram as botas relatam que a previdência pública faz parte seu sustento.
Parte dessa discrepância pode ser explicada pela crença de que o seu “eu futuro” conseguirá economizar mais dinheiro do que o seu “eu atual” — da mesma forma que é “mais fácil” iniciar uma dieta ou exercício físico durante a semana. . próximo, não hoje.
A chance de o plano não funcionar, como sabemos, é alta.
Deixando as estatísticas de um caso real, no último domingo de manhã peguei um carro de aplicativo. Na conversa, o motorista me contou que era diretor de uma multinacional, mas que perdeu o emprego aos 52 anos e não conseguiu um novo emprego. Agora com mais de 60 anos, ele desistiu de procurar emprego em sua antiga carreira.
Talvez ele pensasse que o INSS poderia sustentar seu padrão de vida e que isso só não aconteceu devido às sucessivas reformas da Previdência. – e tenha certeza de que haverá mais por vir. Mas pode ser que tenha pensado que era possível “começar a poupar dinheiro mais tarde”, ou que até tenha guardado algum dinheiro, mas não o suficiente, dado que esse “basta” é muito mais dinheiro do que as pessoas imaginam.
Para ajudar a dar essa ideia para quem ainda não fez as contas, utilizei um simulador que em breve estará disponível para os leitores do Valor e Valor Investir.
Para usar um número redondo, calculei quanto uma pessoa que deseja uma renda de R$ 10 mil por mês durante 30 anos precisaria poupar (em valores reais). Se a sua meta for maior, R$ 20 mil por exemplo, basta dobrar os valores. Se for menor que R$ 5 mil, divida por 2.
Como taxa de juros real (acima da inflação), considerei em seus modelos os 4,75% ao ano que o Banco Central hoje diz que seria a taxa de juros neutra do país. A tributação era de 15% sobre a renda.
Chegamos então ao valor “suficiente” que precisa ser acumulado para que uma pessoa obtenha essa renda mensal de R$ 10 mil durante 30 anos: R$ 2,25 milhões.
Isso é muito dinheiro para a maioria dos bolsos.
E uma variável chave para medir a dificuldade de chegar lá é quanto tempo resta até a aposentadoria. Se forem 20 anos, por exemplo, ela teria que poupar R$ 6,5 mil por mês em um investimento com esse rendimento real para atingir o objetivo. Se o tempo for 40 anos, o esforço cai para R$ 2,2 mil.
Outro componente que muda a equação é a pessoa aprender a investir melhor e ser capaz de criar um portfólio que lhe proporcione retornos maiores e mais consistentes ao longo do tempo.
Ao repetir o exercício com taxa real de 6,75%, a poupança mensal exigida cai para R$ 4,5 mil para quem tem 20 anos até se aposentar, e para R$ 1,2 mil para quem tem 40 anos.
Se você acredita que conseguiremos escapar da primeira ameaça como sociedade, é bom agir agora para que a segunda não se torne um problema. E que o domingo seja um dia de descanso na sua aposentadoria.
*Fernando Torres é editor executivo da Valor
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