Atento aos sinais das políticas monetárias do Banco Central do Brasil (BCB) e do Federal Reserve (Fed, banco central americano), o câmbio local teve um dia de baixa volatilidade enquanto o mercado se ajustou na sessão acompanhando a maior desvalorização diária do dólar comercial ao longo de todo o ano de 2024. Sem muito impulso após a queda de quase 2% da moeda norte-americana na sexta-feira, o real registrou hoje leve desvalorização, movimento que pôde ser observado em grande parte dos ativos de risco ao redor do mundo .
Ao final da sessão, o dólar comercial teve alta modesta de 0,23%, a R$ 5,4922, após ter tocado máxima intradiária de R$ 5,5125 e mínima de R$ 5,4730. O euro comercial encerrou a sessão com queda marginal de 0,05%, a R$ 6,1286.
Entre os pares de moedas do real, por volta das 17h40, o dólar registrava forte alta de 0,98% frente ao peso mexicano, enquanto caía 0,24% frente ao peso chileno.
Depois da forte valorização dos ativos de risco na sexta-feira, dada a sinalização do presidente da Fed, Jerome Powell, de que cortes nas taxas de juro são iminentes nos Estados Unidos, hoje o mercado demonstrou dificuldade em prolongar o otimismo da última sessão. O operador de câmbio de uma gestora afirma que, como o movimento de sexta-feira foi forte, pode estar ocorrendo algum ajuste de correção em excesso. O profissional destaca ainda que as tensões no Oriente Médio voltam a ser uma preocupação e podem ter contaminado também alguns mercados cambiais.
Luciano Sobral, economista-chefe da Neo Investimentos, acredita que o real tem mais espaço para se valorizar, pois projeta que o dólar esteja cotado a R$ 5,30 no final do ano. Segundo ele, a perspectiva de flexibilização da política monetária nos Estados Unidos é o que sustenta esta projeção.
“A perspectiva de cortes nos Estados Unidos, uma vez concretizada, ajudará outras moedas, e o real vai pegar carona nesse movimento”, disse. Para ele, o banco central americano deve adotar um ritmo “gradual” de cortes, com três reduções de 0,25 ponto percentual nas demais reuniões de 2024.
Na visão de Sobral, as sinalizações mais conservadoras do diretor de política monetária, Gabriel Galipolo, pressionaram desnecessariamente o BCB para que entregasse um aumento da taxa Selic em setembro mesmo com o cenário externo mais benigno.
Hoje, Galípolo voltou a manifestar preocupação com a desancoragem das expectativas inflacionárias e com o aquecimento da atividade econômica no Brasil. Nesse ambiente, o BCB assumiu uma postura mais conservadora e dependente de dados, disse.
Para Sobral, o BC optou por aumentar os juros no próximo mês para recuperar a credibilidade junto ao mercado, mas essa decisão foi tomada “um pouco precipitada”, diz. “Não haveria necessidade de aumentar os juros agora, justamente por causa desse movimento cambial. [Poderia] Esperando a aprovação do Fed, o modelo seria capaz de mostrar a inflação dentro da meta. Poderia ser um pouco menos ativo e decidir com mais informações”, avalia o economista-chefe da Neo.
Com o discurso mais duro do BCB se opondo ao provável início da flexibilização monetária nos Estados Unidos, a avaliação dos traders é de que o real deverá permanecer volátil pelo menos até 18 de setembro, quando serão anunciadas as decisões do Copom e do Fomc. , o comitê de política monetária do Fed.
Com esse cenário, o momento exige paciência tanto para quem vai comprar quanto para quem pretende vender dólar, afirma Wagner Investimentos em nota aos clientes. No caso do exportador, que vende dólares, a consultoria chama a atenção para o fato de que “há risco de o dólar cair, então seria importante ter vendido nos últimos dias (R$ 5,50 e R$ 5,60)” . Em relação aos importadores, a casa afirma que, com o Fed indicando cortes nos juros, o dólar poderá cair para níveis mais baixos.
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