Ó dólar comercial encerrou a sessão desta segunda-feira (15) em altopuxado por um movimento global em apreciação da moeda americana, após a tentativa de assassinato contra o ex-presidente Donald Trump no sábado (13), o que elevou as apostas na vitória republicana no Eleições presidenciais do NÓS em novembro. A pressão concentrou-se nas moedas dos países emergentes que são mais sensíveis aos desenvolvimentos da política americana.
O dólar à vista fechou em alta de 0,26%, a R$ 5,4451, após tocar na máxima intradiária de R$ 5,4768 e na mínima de R$ 5,4309. O euro comercial subiu 0,19%, a R$ 5,9342. No exterior, o índice DXY – que mede o dólar frente a seis pares de moedas – apresentava alta de 0,13%, aos 104.225 pontos, por volta das 17h05. Ao mesmo tempo, o dólar teve forte valorização de 0,80% frente ao peso mexicano; 1,43% contra o rand sul-africano; e 0,50% em relação ao peso chileno.
Segundo a pesquisa Predict It, muito usada como base no mercado financeiro, as chances de Trump vencer em novembro saltaram de 60% para 69% após o ataque, enquanto a aposta na reeleição do presidente Joe Biden estacionado abaixo de 30%. Um cenário com Trump eleito deverá trazer consequências para a política monetária do Federal Reserve (Fed), pois sua agenda de aumento de tarifas comerciais e redução de impostos sobre o setor privado tende a sustentar a inflação americana e, consequentemente, as taxas de juros reais. mais alto.
“Tendo isso em mente, imaginamos que a inflação lá será mais difícil de cair, talvez não volte aos 2% (meta do Fed), e os juros reais serão um pouco maiores. É difícil imaginar a taxa dos Fed Funds caindo abaixo de 4% [em caso de vitória do Trump]”, afirma Marcos Weigt, head de tesouraria do Travelex Bank. Ele também cita a política anti-imigração do republicano como um risco de aumento da inflação americana, já que a maior oferta de mão de obra foi um dos principais fatores que contribuíram para a distensão do mercado de trabalho após a pandemia.
Na visão de um gestor cambial de um ativo local, os ativos dos países mais afetados pelas políticas de Trump serão os que mais sofrerão com a perspectiva da vitória do republicano, como o peso mexicano e o yuan chinês. Segundo ele, que conversou com o Valor sob condição de anonimato, o real ficaria menos vulnerável a uma possível eleição do ex-presidente americano, mas não deveria deixar de sofrer alguma pressão já que o caminho a seguir indica um cenário de juros mais elevados nos Estados Unidos.
Segundo este gestor, entre os fatores externos, a moeda brasileira deverá permanecer mais sensível à política monetária do Fed. “Os cargos que gosto estão mais relacionados com o Fed do que com os resultados das eleições”, afirma. Hoje, o quadro para as taxas de juro americanas é mais positivo, depois de dados mais fracos sobre a inflação e a actividade terem levado o mercado a precificar uma probabilidade maioritária de três cortes de 0,25 pontos percentuais em 2024, de acordo com um inquérito do CME Group. No entanto, considera que já era esperada alguma melhoria nos indicadores americanos devido à sazonalidade positiva de meio do ano.
Para Weigt, os riscos relacionados à política monetária e às eleições americanas compõem o quadro, mas fatores internos ainda devem influenciar o desempenho do real. Se nada mudar e as condições, tanto internas quanto externas, permanecerem as mesmas, ele espera que o dólar permaneça no patamar de R$ 5,30 a R$ 5,50, mas se o prêmio de risco atrelado aos ativos brasileiros melhorar nos próximos meses, o real terá um chance de apreciar, diz
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