O dólar O comercial encerrou a sessão com leve alta e voltou ao patamar de R$ 5,50, após fechar os dois pregões anteriores abaixo desse nível. O dia foi marcado por baixa volatilidade devido à ausência de drivers para o mercado interno após a leitura do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) de agosto confirmam as expectativas do mercado e, portanto, não dão pistas tão concretas sobre o futuro da taxa Selic. Com isso, a taxa de câmbio local acompanhou o movimento de desvalorização das moedas latino-americanas, o que contrariou a fraqueza do dólar frente aos seus pares.
No final da sessão, o dólar à vista subiu 0,18%, a R$ 5,5021após tocar na máxima intradiária de R$ 5,5189 e na mínima de R$ 5,4773. O euro comercial avançou 0,41%, a R$ 6,1539.
O índice DXY, que mede a força do dólar frente a seis de seus pares, caía 0,29%, para 100,56 pontos, por volta das 17h10. Ao mesmo tempo, o dólar subia 1,70% frente ao peso mexicano e registrava modestas altas de 0,35% em relação ao peso colombiano e 0,05% em relação ao peso chileno.
A sessão teve poucos gatilhos tanto para o mercado local quanto para o internacional. A alta de 0,19% do IPCA-15 em agosto veio como esperado e, portanto, não deu pistas muito concretas sobre a evolução da inflação no país e a resposta do Banco Central nas próximas reuniões. Diante do tom mais conservador do diretor de política monetária da autarquia, Gabriel Galípolo, que não está acompanhado de todo o Comitê de Política Monetária (Copom), ainda há incertezas quanto à decisão do colegiado sobre a taxa de juros no próximo mês.
Na visão de Felipe Sichel, economista-chefe da Porto Asset, os dados de hoje são “marginalmente positivos”, mas não o suficiente para trazer algum alívio ao BC, que mantém viva a probabilidade de alta da Selic em setembro. “Dada a recente desvalorização da moeda, o repasse cambial ainda trará desconforto à dinâmica inflacionária. Além disso, métricas como a média trimestral anualizada sugerem um processo de inflação que está a intensificar-se. Mantemos a projeção de aumento da taxa Selic na reunião do Copom de setembro”, diz.
Gino Olivares, economista-chefe da Azimut Brazil Wealth Management, destaca que a alta do IPCA-15 em agosto se deveu principalmente ao aumento dos preços de itens mais voláteis, dinâmica que não deve continuar nos próximos meses. “Portanto, consideramos que o comportamento da inflação no IPCA-15 de agosto pode ser considerado benigno. Porém, com a inflação ainda acima da meta, todo cuidado é pouco”, aponta o economista.
Sem uma orientação clara das notícias económicas locais, a taxa de câmbio doméstica acompanhou a tendência de desvalorização das moedas latino-americanas, apesar da queda do dólar face à maioria das moedas dos países desenvolvidos e emergentes de outras regiões do mundo.
Em relatório, estrategistas do banco espanhol BBVA comentam que as moedas latino-americanas passam por um momento de transição e, por enquanto, acompanham o sentimento de risco do mercado global, embora com “grandes desvios” devido a fatores internos. Com o peso mexicano e o peso colombiano ainda pressionados por um alto nível de posições compradas (que apostam na valorização da moeda), os profissionais dizem preferir o real e o peso chileno no caso de uma queda mais ampla dessas duas moedas. Globalmente, porém, avaliam a posição do BBVA no mercado cambial latino-americano como “defensiva”.
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