O dólar encerrou o pregão desta quinta-feira (18) em forte alta após discursos da ministra do Planejamento, Simone Tebet, sobre o que deve e o que não deve fazer parte dos cortes de gastos do governo federal. O movimento foi intensificado pela pressão do dólar no exterior, que voltou a subir frente às moedas pares.
Ao final do pregão, o câmbio subiu 1,89%, chegando a R$ 5,587. Na máxima do dia, a moeda americana estava em R$ 5,589. Dessa forma, recuperou o maior patamar visto em quase três semanas, que só não supera seu recorde em mais de dois anos e meio alcançado em 2 de julho, ao preço de R$ 5,665.
Tebet destacou que o contingenciamento deve focar no que sobra e não haverá corte no BPC, que é uma política “sagrada”. O BPC garante um salário mínimo mensal para idosos com 65 anos ou mais ou para pessoas com deficiência de qualquer idade.
Alexandre Votto, diretor da mesa de câmbio da EQI Investimentos, destaca que a forte alta do dólar frente ao real hoje se justifica pela espera do mercado para saber se haverá novidades sobre cortes de gastos no relatório bimestral de despesas e receitas que será apresentado pelo governo no dia 22 de julho. “Não creio que seja difícil a moeda voltar a chegar a R$ 5,66, visto que não há notícias de corte de gastos. Vamos ver se aparece algum bombeiro para acalmar as coisas.”
Pelas estimativas de Warren, será necessário um ajuste de R$ 27 bilhões para cumprir a meta fiscal, dos quais R$ 16 bilhões deverão sair no dia 22. Se o governo cortar gastos abaixo de R$ 20 bilhões, Viotto acredita que o câmbio pode facilmente chegar ao preço de R$ 5,70.
“Os exportadores estão esperando o câmbio chegar a R$ 5,70 para comprar a moeda, enquanto os importadores estão com os cabelos em pé, pois a moeda ultrapassou os patamares de R$ 5,40 e R$ 5,50 que eles esperavam”.
Tebet afirmou que o governo federal buscará formas estruturais de reduzir os gastos públicos. Porém, disse que o PAC está preservado, mesmo que deva haver contingências. “Não há sinal de que o PAC na área de saúde e educação será cortado”, e que o BPC é uma “política sagrada”.
Disse ainda que terá que cortar despesas, mas no que sobrar, como fraudes e erros. “Não podemos gastar menos do que ganhamos. O Brasil saiu muito empobrecido da pandemia.”
No exterior, o dólar fechou firme frente às moedas pares e valorizou 0,43%. Apesar de já não cair, o dólar permanece em níveis mais fracos, tendo atingido ontem um mínimo de 17 semanas face a um cabaz de moedas, à medida que os investidores voltam o seu foco para a probabilidade de o banco central dos EUA (Reserva Federal, Fed) reduzir as taxas de juro em Setembro, à medida que o ímpeto da vitória presidencial do republicano Donald Trump se desvanece.
Elson Gusmão, diretor de câmbio da corretora Ourominas, destaca que as questões fiscais pesaram muito na valorização da moeda hoje.
“O mercado não tem certeza de que a contingência de recursos proposta pelo governo será suficiente para cumprir a meta e aguarda ansiosamente o relatório para medir o quão disposto o governo estará em cumpri-la. são necessárias ações concretas”.
Anteriormente, os pedidos de desemprego nos Estados Unidos totalizaram 243.000 na semana passada, um aumento de 20.000 em relação ao número revisto da semana anterior. O número divulgado na semana anterior foi revisado ligeiramente para cima, passando de 222 mil para 223 mil solicitações. O resultado divulgado hoje ficou bem acima do esperado pelos analistas, de 229 mil.
Segundo Gusmão, os dados reforçam o argumento de que a economia norte-americana passa por um processo de moderação e que é possível que os juros sejam reduzidos em setembro, o que em tese seria benéfico para outras moedas, como o real. Mas vale lembrar que a eleição presidencial americana, com o favoritismo de Donald Trump, é vista pelo mercado como mais intervencionista, pois sua política provavelmente tributará os produtos importados, o que aumentará os preços internos e a inflação. “Com isso, o mercado espera um possível aumento dos juros no próximo governo.”
Ao início da manhã, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou a tão aguardada decisão de manter as taxas de juro no mesmo nível após promover o primeiro corte desde 2019 na última reunião. Mas os investidores ainda aguardam um sinal de que um novo corte deverá ocorrer na reunião de setembro, ao mesmo tempo que o mercado aguarda um corte nos Estados Unidos.
Ontem (17), o dólar fechou em alta firme após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à TV Record que levantaram dúvidas sobre se haverá ou não corte de gastos, vazadas antes da entrevista ir ao ar.
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