Ó dólar comercial terminou esta sexta-feira em queda, após uma sessão volátil em que estiveram em foco dados fracos do relatório do mercado de trabalho dos EUA (“folha de pagamento”) de julho. Embora o mercado de intercâmbio Embora a aversão global ao risco não tenha passado ilesa devido aos temores de uma possível recessão na economia americana — já que o dólar atingiu R$ 5,79 pela manhã — essa tendência não se manteve e a moeda americana perdeu força em nível global e deu espaço para a recuperação do real à tardecom desempenho bem superior ao de seus principais pares latino-americanos. Mesmo assim, a moeda brasileira acumulou uma desvalorização de quase 1% nesta semana.
O dólar à vista fechou em queda de 0,45%, mas subiu 0,91% na semana, cotado a R$ 5,7091. Na máxima intradiária, o dólar atingiu R$ 5,7926, maior patamar desde março de 2021, enquanto a mínima foi de R$ 5,6982. O euro comercial avançou 0,71% hoje e 1,42% na semana, a R$ 6,2299.
No exterior, por volta das 17h45, o índice DXY apresentava forte queda de 1,14%, aos 103.226 pontos. Em relação às moedas pares do real, o dólar saltou 1,22% em relação ao peso mexicano; subiu 0,39% em relação ao peso chileno; e teve um forte aumento de 1,14% em comparação com o peso colombiano.
A folha de pagamento mostrou geração de 114 mil empregos nos Estados Unidos em julho, bem abaixo dos 185 mil previstos pelo mercado, além de aumento da taxa de desemprego no país de 4,1% para 4,3%. Os números somaram-se a outras medidas recentes do mercado de trabalho e da atividade americana num quadro que indica uma desaceleração acentuada que poderá levar o país a uma chamada “aterragem forçada” – caracterizada por uma recessão após um longo período de altas taxas de juro.
Embora o mercado tivesse precificado um ciclo mais agressivo de cortes de juros por parte do Fed – o que levaria a um dólar mais fraco – a reação imediata à folha de pagamento foi um fortalecimento global da moeda americana, uma vez que uma recessão nos Estados Unidos teria consequências para toda a economia global, num cenário que favorece ativos considerados seguros, como o dólar.
Fernando Fenolio, sócio e economista-chefe da Wealth High Governance (WHG), avalia que o dólar deve perder apoio globalmente e os cortes do Fed devem ajudar o real, a menos que a desaceleração da economia americana seja mais abrupta do que se esperar. Nesse caso, na visão dele, o cenário mais provável é que a moeda americana se valorize em relação aos seus pares e às moedas dos países emergentes em busca de segurança.
Para ele, a folha de pagamento de julho deixou mais clara a desaceleração da atividade nos Estados Unidos. Somada à postura menos conservadora do presidente da Fed, Jerome Powell, na conferência de imprensa após a decisão sobre as taxas de juro da passada quarta-feira, a tendência aponta agora para um ciclo de cortes mais agressivo no curto prazo.
“O Fed reagirá. Já tinha telegrafado que vai cortar em setembro, mas o mercado deverá ver uma sequência um tanto agressiva de cortes de juros”, diz Fenolio, que espera desta vez uma reação mais “precoce” do banco central americano, para evitar que os Estados Os Estados Unidos entraram numa desaceleração acentuada.
Mas, mesmo que o Fed entre em um ciclo de flexibilização monetária mais forte, o cenário para o real não é claro, na visão do profissional do WHG. Não só o desconforto do mercado com a política fiscal é um risco interno, como também existe a possibilidade de o resultado das eleições presidenciais americanas assumir a liderança neste cenário hipotético de um dólar mais fraco.
“É preciso lembrar que no meio disso tudo tem uma eleição. A [vice-presidente e candidata democrata] Kamala [Harris] parece muito competitivo, mas se dentro de um mês tivermos a perspectiva de vitória de Trump, o dólar vai subir” devido à política comercial protecionista do republicano, aponta Fenolio.
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