O dólar comercial registou valorização na sessão desta quarta-feira, dia em que as negociações foram marcadas pela divulgação dos dados da inflação ao consumidor nos Estados Unidos. Embora continuem vendo espaço para valorização do real, traders afirmaram que, após seis pregões de altas, alguma conquista pode ter ocorrido no pregão de hoje, diante de uma “perna” adicional da moeda brasileira frente ao dólar.
Terminadas as negociações no mercado spot, o dólar comercial fechou em alta de 0,35%, cotado a R$ 5,4687, após ter tocado a mínima de R$ 5,4291 e a máxima de R$ 5,4867. O euro comercial avançou 0,51%, a R$ 6,0224. Por volta das 17h15, no exterior, o índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas dos mercados desenvolvidos, subia 0,05%, para 102.612 pontos.
Hoje, a atenção dos investidores voltou-se para os dados de inflação de julho nos EUA. Os números vieram em linha com as expectativas. Para os economistas Sarah House e Michael Pugliesi, do Wells Fargo, os dados de hoje mantêm os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) em prontidão porque não resolvem o impasse sobre um corte de 0,25 ou 0,50 ponto percentual. “Esperamos um corte de 0,50 ponto percentual na reunião do Fomc de setembro, mas a decisão em última instância poderá ser determinada pelo relatório de emprego de agosto, a ser divulgado no dia 6 de setembro, e pelo relatório do CPI de agosto, a ser divulgado no dia 11 de setembro”, apontam em uma nota.
“O esperado discurso do presidente [do Fed]Jerome Powell, na conferência de Jackson Hole em 23 de agosto, poderia oferecer perspectivas críticas sobre como o FOMC está pensando em equilibrar os riscos para o seu duplo mandato.”
O real até tentou escalar mais uma sessão de valorização frente ao dólar, mas após seis sessões consecutivas o rali chegou ao fim. Operadores de câmbio dizem não ver motivos para desvalorização da moeda, vendo apenas volatilidade comum nos mercados e um possível movimento de ajuste após a valorização sequencial do real. “Os investidores movimentaram suas posições, muitos compraram [em dólar] diminuíram ou até zeraram sua posição, outros estavam otimistas [com o real].”
Ronny Woo, gestor da Ativa Asset, diz ver um bom posicionamento técnico para a moeda brasileira. “Tenho visto um desmonte de posições pessimistas com o real, quebrando a dinâmica perversa que vemos desde o início do ano. Isso ficou claro no dia 5 de agosto, quando a moeda americana bateu R$ 5,86 e fechou o dia perto de R$ 5,74. Desde então, o real vem se valorizando.”
Woo afirma que a tendência de desvalorização do real desde a virada do ano fez com que os CTAs (modelos quantitativos que usam padrões de movimentos passados para se posicionar para o futuro) aumentassem cada vez mais as apostas contra a moeda brasileira. “Essa recente quebra de dinâmica ruim (valorização de mais de 5% nos últimos pregões) pode fazer com que parte dessas apostas sejam ‘paradas’ [interrompidas]”, afirma.
Além das questões técnicas, o gestor afirma que dados mais fracos dos EUA, indicando um corte na taxa de juros pelo Fed em setembro, ao mesmo tempo em que o Banco Central permanece “hawkish”, poderiam beneficiar o real. “Isso corrobora o aumento do diferencial de juros do Brasil em relação ao mundo, tornando o real atrativo ou, pelo menos, não um ‘cavalo’ para apostar.”
Ainda na sessão de hoje, o Banco Central divulgou os números do fluxo cambial da última semana (de 5 a 9 de agosto). Houve uma saída de US$ 836 milhões, resultante do fluxo de US$ 584 milhões pela conta financeira e de US$ 252 milhões pela conta comercial. No ano, porém, o saldo continua positivo, com entrada de US$ 13,18 bilhões.
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