A desvalorização do real frente ao dólar, com a moeda americana cotada acima de R$ 5,60, não deve ser um impedimento para a tendência de diversificação internacional dos brasileiros, segundo Roberto Lee, fundador e presidente-executivo (CEO) da corretora americana Ave.
“O dólar pode ser caro para o dinheiro tático, que vai para o exterior na esperança de voltar com oportunidade de valorização, mas para o recurso típico de preservação de capital, vai justamente porque o dólar está se valorizando e o real está perdendo valor. que se não se protegerem em dólares não manterão seu estilo de vida”, disse Lee em evento da Avenue dedicado ao tema em São Paulo.
Segundo o executivo, em geral, os consumidores brasileiros são mais parecidos com os europeus e americanos na forma como se vestem, se divertem, se equipam tecnologicamente ou consomem entretenimento. “Quando a moeda se afasta desse estilo de vida, ela perde poder de compra. O efeito cambial desse ativo é menos sensível ao risco em comparação com quem sai pensando em voltar.”
Para Carlos Ambrósio, sócio da Avenue, diferentemente de quando compra BDRs (recibos de ações estrangeiras negociadas na B3) e fundos globais, ao fazer um investimento direto e tomar a decisão de remeter os recursos, o brasileiro passa a olhar para o retorno em dólar, evitando a tentação de comparar com a carteira local. “Isso tira o barulho do caminho e ele aprende a economizar para preservação a longo prazo em moeda forte.”
Lee acrescentou que mesmo a opção mais conservadora do planeta, os títulos da dívida soberana dos Estados Unidos, em termos de perfil de risco acabam sendo classificados como bolsões mais agressivos devido à volatilidade da moeda.
É com essa mudança de comportamento que a Avenue pretende liderar a jornada de internacionalização, que estima representar R$ 1 trilhão em ativos brasileiros no exterior em cinco anos. “Uma corretora de investimentos tem dois tipos de bolso: o mais tolerante ao risco e o de preservação de capital, o dinheiro das famílias brasileiras que não podem perder seus recursos são mais intolerantes.” Sem conversar com esse público a casa não teria condições de liderar esse movimento.
O primeiro passo, disse, foi criar a oferta, proporcionando acesso ao capital mais volátil, com preços acessíveis e agilidade que não se via no passado para abertura de contas, fechamento de câmbios e remessas. Para preservar o dinheiro da riqueza, você precisa de habilidades de consultoria financeira, relacionamentos e força. Hoje, a rede de assessorias ligadas à plataforma totaliza 500 escritórios, com cerca de 9 mil profissionais que falam sobre investimento offshore.
A associação com o Itaú Unibanco, em meados de 2022 – com a venda de 35% do negócio, mas prevendo a transferência do controle em dois anos – trouxe a aprovação institucional para conduzir a conversa ao lado de uma instituição financeira gigante, disse Lee. “Isso acelera as engrenagens com o banco.” O Itaú desembolsou R$ 160 milhões em parcela primária, e o restante, R$ 333 milhões, deverá ir para o bolso dos acionistas.
O executivo lembrou que quando a Avenue entrou em operação o ticket médio não passava de US$ 1,5 mil, e que o público típico eram jovens que queriam comprar ações da Apple. A oferta consistia apenas em produtos listados, incluindo ações e fundos de índice. Hoje, 90% da custódia está nas mãos de investidores com mais de US$ 10 mil e o ticket médio chega a US$ 60 mil nas safras mais recentes. Cerca de 80% da destinação vai para fundos e ativos de renda fixa. Nas carteiras mais conservadoras, a participação no exterior começa em 15%, subindo rapidamente para 20% a 30%. A nota de R$ 1 trilhão leva em conta essa fatia.
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