O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)Fernando Mosna, classificou a ação da distribuidora de energia do Grupo Equatorial, notificando legalmente o vice-presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Bárbara Rubim, pelas críticas, nas redes sociais, sobre o que considera ser cobrança indevida de ICMS sobre componentes tarifários de consumidores que geram sua própria energia.
Em reunião ordinária nesta terça-feira (13), Mosna considerou “exacerbada” a interpelação da empresa contra Rubim, pois, segundo ele, a empresa utiliza o “poder econômico” e outras ferramentas que o grupo possui contra uma pessoa.
“Houve uma notificação judicial contra um líder do setor elétrico (…). As dúvidas envolvidas eram sobre a discrepância no faturamento do conta de luz do Grupo Equatorial, e conversando com as pessoas pude entender que não se trata de uma crítica localizada”, disse. “Uma impugnação judicial, na minha opinião, é algo muito agravado”, acrescentou.
Audiência pública em 29 de agosto
Segundo Mosna, o órgão recebeu informações sobre a qualidade dos serviços das distribuidoras do grupo e disse que restringir a possibilidade de alguém se manifestar é uma espécie de “bullying corporativo”. Ele convocou uma audiência pública, para o dia 29 de agosto, para discutir como são cobradas as contas de luz das distribuidoras do Grupo Equatorial.
Para o ValorMosna acrescentou que a audiência decorre da necessidade da Aneel ouvir reclamações dos consumidores sobre a forma como as distribuidoras faturam as contas de luz, que inclusive é objeto de processos no Ministério Público do Piauí. “A realização de audiência pública é uma ferramenta para agências reguladoras ouvir a sociedade de forma pública e participativa. A audiência pública, inclusive, foi aprovada por unanimidade pela diretoria da Aneel.”
O diretor Ricardo Tili endossou as afirmações da Mosna, destacando que, no contexto da renovação dos contratos das concessionárias de energia, o consumidor deve ser o protagonista. Ele criticou as distribuidoras por ainda não entenderem que seu papel é atender o consumidor e afirmou que “a Aneel não vai ficar calada”.
Por outro lado, a situação também suscitou suspeitas entre agentes do sector eléctrico que afirmaram, sob condição de anonimato, que os discursos de Mosna ocorreram num fórum considerado inadequado para tal defesa pessoal. Procurada, a Equatorial não respondeu até o final deste texto. O espaço permanece aberto.
Empresa “optou por notificar uma jovem líder”
Rubim disse à reportagem que vários consumidores e outras associações, além da Absolar, também fizeram a mesma pergunta, mas a empresa “optou por avisar uma jovem dirigente”.
“Entendi o perigo de permanecer calado neste momento, o que poderia demonstrar que esta prática é aceitável e que funciona para silenciar consumidores ou representantes de consumidores que começam a fazer perguntas incômodas”, disse o executivo.
Rubim lembra que ela e a Equatorial já tiveram negócios no passado no segmento de geração distribuída, mas não considera que o relacionamento deles a impeça de expressar o que pensa sobre o que considera certo ou errado.
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