O ministro Flávio Dinodo Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (21) o envio à Procuradoria-Geral da República (PGR) do relatório elaborado pela comissão técnica com diagnóstico e sugestões para pôr fim ao orçamento secreto e melhorar o transparência da transferência de alterações. Também determinou o envio ao Tribunal de Contas da União (TCU) de uma lista de processos que tratam de possíveis irregularidades na execução de recursos das emendas do relator.
A comissão que produziu o relatório é formada por representantes do Executivo e de órgãos de controle e foi criada após decisão do ministro Flávio Dino. Entre os pontos apresentados, o relatório sugere que o Executivo migre todo o sistema de pagamento de emendas parlamentares para o sistema Transfere.gov, a fim de ampliar o rastreamento dos recursos. Assim, a Controladoria-Geral da União (CGU) e o TCU poderão acessar todos os dados em tempo real.
Na visão dos membros da comissão, a mudança resolveria um dos pontos sensíveis de acompanhamento, que são as transferências fundo a fundo das alterações do relator (RP9). Ou seja, quando os recursos públicos saem do fundo da União por recomendação individual dos parlamentares e se perdem nos fundos municipais. A proposta é que fique claro quem indicou, qual valor será pago e para onde irá o dinheiro repassado.
Outra sugestão é a continuidade de acordos financiados por emendas de comissão ou relator que tenham iniciado obras ou sejam destinados a entes federativos em situação de calamidade reconhecida pelo Poder Executivo. Já novos compromissos só deverão ser assumidos pelo Executivo quando houver informações completas sobre as indicações daqueles que solicitam ou apoiam a emenda da comissão. O documento sugere ainda que o Poder Legislativo seja solicitado a enviar as informações disponíveis para identificação dos parlamentares em um banco de dados estruturado, para que o Executivo possa dar transparência e rastreabilidade.
A comissão foi criada para responder questões como: quais dados existem e quais não existem; quais estão disponíveis para acesso público e onde estão; quem são os detentores das informações inéditas; quais políticas públicas são prejudicadas pela suspensão de alterações determinadas por decisão do ministro Flávio Dino; e que podem continuar porque atenderam aos requisitos da decisão do STF.
A comissão é formada por representantes da Controladoria-Geral da República (CGU), do Tribunal de Contas da União (TCU), da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), da Secretaria de Orçamento e Finanças, do Ministério do Planejamento e Orçamento (SOF). /MPO) e Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e é presidido por Guilherme Resende, economista da presidência do STF.
Na terça-feira (20), representantes dos Três Poderes anunciaram diretrizes que devem nortear a transferência de emendas parlamentares para o Orçamento – o tema virou ponto de tensão nas últimas semanas entre o Judiciário e o Legislativo. Pelo acordo alcançado após reunião a portas fechadas de quatro horas no Supremo, as alterações serão mantidas, mas com novos critérios – as regras deverão ser ajustadas em até 10 dias. Por enquanto, as liminares do ministro Flávio Dino, que suspenderam as alterações, continuam válidas, até que ele se pronuncie.
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