Algumas empresas ainda enfrentam sérios obstáculos em relação à ampliação da licença-paternidade ou à perspectiva de implementação da licença-família Empresas podem colaborar para uma paternidade mais completa Kingofkings_LJ/Pixabay Recentemente, estive em um evento em uma instituição acadêmica relevante, em um jantar junto com CEOs de grandes empresas, em que um dos temas centrais das conversas foi o afastamento familiar. Sabemos que, ao longo da história, refletido no mercado de trabalho, o local de cuidado – equivocadamente – sempre foi visto como uma responsabilidade quase exclusiva das mulheres. No evento em questão, notei que alguns dos colegas que mais admiro e que são mais disruptivos ainda têm sérios obstáculos quanto à ampliação da licença paternidade ou à perspectiva de implementação da licença familiar. Por isso, resolvi trazer à tona um caso que encontrei recentemente e achei inspirador. A Diageo trabalha na questão da licença parental desde 2019, quando lançou uma política sobre o tema. Desde então, já beneficiou 127 famílias de colaboradores no Brasil e 700 no mundo. Mas o que esta política permite? Todos esses colaboradores puderam usufruir de seis meses e duas semanas de licença remunerada, sem qualquer impacto em suas avaliações anuais, revisões salariais, acúmulo de férias ou manutenção de benefícios de saúde e seguro de vida. Independentemente da identidade de género dos pais, ou de o filho ser adoptado, a licença parental é concedida a todos os colaboradores da empresa. Viviane Besani, Diretora de Recursos Humanos da Diageo Brasil, destaca a importância do benefício. “Nosso objetivo é garantir que todos os nossos colaboradores tenham a oportunidade de se dedicar à família sem comprometer a carreira. Promovemos a igualdade de gênero não só no local de trabalho, mas também em casa, permitindo que mães e pais tenham tempo igual para cuidar de seus filhos Desde a sua implementação no Brasil, já alcançamos 100% de adesão, o que nos deixa orgulhosos e motivadores”, afirma. A iniciativa não só promove a igualdade de género, mas também desafia e reformula o papel tradicional dos homens como pais. Guilherme Martins, Vice-Presidente de Marketing e Inovação da Diageo Brasil, foi o primeiro a aproveitar esta Política e compartilha sua experiência. “Foi uma transformação completa. Pude participar dos momentos mais importantes da vida do meu filho, o que fortaleceu nosso relacionamento e me permitiu apoiar totalmente minha esposa”, afirma. Alain Lamenza, diretor CMO da Diageo em São Paulo, conta como a licença parental foi essencial para ele. “Acompanhei cada primeiro momento da minha filha – o primeiro banho, o sorriso e as primeiras descobertas. Esses momentos não têm preço e criam um vínculo profundo e duradouro”, revela. Além de ter criado uma política interna sobre o tema, a Diageo está ativamente envolvida na promoção da licença paternidade no Brasil. Em agosto de 2023, a empresa participou de evento público na Câmara dos Deputados em defesa da regulamentação da licença paternidade, organizado por diversas entidades e grupos de defesa dos direitos da mulher e da família. A Diageo também é membro da Coalizão de Licença Paternidade (CoPai), que defende a licença paternidade estendida, obrigatória e remunerada. No Brasil, de acordo com o artigo 392 da CLT, as mulheres têm direito a 120 dias de licença maternidade, enquanto os homens têm direito a cinco dias; conforme assegura a Constituição Federal de 1988, nos artigos 7º ao artigo 10. Por meio do Programa Empresa Cidadã, instituído pela Lei nº 11.770, de 2008 e regulamentado pelo Decreto nº 7.052, de 2009, existe a possibilidade de prorrogação de vigência por outro sessenta dias de licença-maternidade e mais 15 dias pela duração da licença-paternidade, além dos cinco já estabelecidos. Outros países têm legislação diferente. Confira. Nova Zelândia – Duas semanas sem remuneração; Austrália, Venezuela, Reino Unido, Bolívia e China – Duas semanas pagas; Áustria, Lituânia e Estónia – Quatro semanas pagas; Portugal – 20 dias pagos, dos quais os 10 primeiros são obrigatórios. França – 25 dias fracionáveis; Canadá – 37 semanas combinadas entre pai e mãe, 17 semanas para homens; o governo é responsável pelo pagamento de parte do salário; Dinamarca – 52 semanas cobertas pelo governo, mas sem salário integral. O período é dividido: as mães têm um total de 18 semanas de licença maternidade – quatro antes do parto e 14 depois, com pagamento integral do salário nesse período. Os pais podem tirar duas semanas consecutivas de folga. Eles poderão então dividir as 32 semanas adicionais como desejarem; Coreia do Sul e Japão – 52 semanas, mas recebendo uma percentagem do salário médio; Suécia – 68 semanas remuneradas, que podem ser divididas entre pai e mãe. O pai tem direito a 10 dias consecutivos nos primeiros três meses, mais 30 dias não consecutivos no primeiro ano; Estados Unidos – Em Abril de 2021, o Presidente dos EUA, Joe Biden, propôs um pacote de benefícios de 225 mil milhões de dólares para proporcionar licença médica e familiar remunerada, o que permitiria até 12 semanas de licença remunerada. Muitas empresas estão trabalhando nessa frente, mas esse foi um dos casos que mais me tocou nos últimos dias. Por isso, achei fundamental falar sobre o assunto, inspirar e compartilhar aprendizados e ações com outras empresas que também queiram trabalhar nesse sentido.
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