O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, Caroline De Toni (PL-SC)nomeou nesta quinta-feira (22) o deputado Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PL-SP), como relator da proposta de emenda constitucional (PEC) que permite ao Congresso Nacional revogar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na quarta-feira, ela já havia nomeado outro aliado, o deputado Filipe Barros (PL-PR)como Relator da PEC que restringe decisões monocráticas (individuais) de ministros do STF e outros tribunais superiores, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para suspender a eficácia das leis.
As duas PECs ficaram paradas na Câmara, mas foram encaminhadas pelo presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL)à CCJ após o STF suspender o pagamento de emendas parlamentares ao Orçamento.
Mesmo com o acordo entre Lira, os ministros do STF, o governo e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG)para dar transparência à execução das alterações e assim liberar o seu pagamento, as PECs devem continuar avançando, como mostra o Valor na terça-feira.
A restrição aos poderes do STF é uma das bandeiras dos bolsonaristas e De Toni pretende aprová-las até o final deste ano, quando termina seu mandato no comando da CCJ. Em postagem nas redes sociais nesta quinta-feira, ela anunciou as escolhas e afirmou que as propostas tratam do “equilíbrio entre os Poderes”.
“As PECs são fundamentais para o fortalecimento da democracia e do equilíbrio entre os Poderes. Os deputados Filipe Barros e Luiz Philippe são extremamente qualificados para conduzir essas discussões com a seriedade que o tema exige”, disse o deputado.
Os projetos são criticados por ministros do STF e foram bloqueados por decisão de Lira. Mas, agora que foram encaminhados à CCJ, cabe ao presidente da comissão tomar a decisão de orientá-los.
Caso o parecer da comissão sobre a admissibilidade dessas PECs seja aprovado, elas ainda precisarão passar por comissões especiais antes de serem votadas no plenário.
A PEC que ocorreu hoje é vista como a mais dura e retoma uma possibilidade que vigorou durante a ditadura do governo Vargas: a de que o Congresso suspenda a eficácia dos julgamentos do STF na análise do controle constitucional de natureza concreta ou abstrata.
Para tanto, a PEC apresentada pelo deputado Reinhold Stéphanes (PSD-PR) com o apoio de 184 deputados, determina que será necessário o voto favorável de dois terços dos deputados e senadores – ou seja, 342 dos 513 deputados e 54 dos 81 senadores. A pontuação é a mesma exigida em processos de impeachment contra o Presidente da República.
A outra PEC, que restringe decisões monocráticas no Judiciário, foi aprovada pelo Senado Federal no ano passado e agora aguarda avaliação da Câmara.
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