A defesa do governador de Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), protocolou petição no Superior Tribunal de Justiça (STJ) pedindo o cancelamento de sua acusação pelo Policia Federal. Para a defesa, a investigação foi conduzida de forma ilegal, sem observar o direito de defesa e as normas próprias da PF que prevêem que os acusados sejam ouvidos nas investigações.
- Consulte Mais informação:
- PF indicia Cláudio Castro por suspeita de desvio de recursos
- Castro pedirá anulação do relatório da PF que o indicia por corrupção passiva e peculato
Castro foi indiciado por suspeita de corrupção passiva e peculato no caso que investiga desvio de verbas públicas do Estado. O suposto esquema teria ocorrido entre 2017 e 2020, época em que Castro era vereador e, posteriormente, vice-governador.
Os advogados exigem ainda a substituição da autoridade policial que conduziu a investigação e a disponibilização de cópia do relatório final Policia Federal e acesso aos registros. Pedem também que Castro seja ouvido pela corporação e que seja instaurado procedimento específico para apurar o vazamento da investigação. Segundo a defesa, o governador soube do indiciamento por meio da imprensa.
A defesa sustenta que a investigação é “arbitrária” e “ilegal”, pois a PF descumpriu as instruções normativas da corporação que determinam que os investigados só poderão ser indiciados após serem interrogados. A defesa quer que o governador apresente sua versão dos fatos.
Na peça apresentada em STJa defesa de Cláudio Castro diz que a escolha de Policia Federal ao não convocar o governador para prestar esclarecimentos “destaca o viés arbitrário e político do rumo das investigações”.
Segundo as investigações, o suposto esquema funcionava para fraudar licitações e contratos de projetos sociais na cidade e no estado do Rio. Os recursos desviados da assistência social, diz a PF, foram usados para pagar propina e beneficiar os políticos envolvidos.
O caso tramita em sigilo no inquérito 1.639, no STJ, e o relator é o ministro Raul Araújo. O relatório final da investigação foi enviado pelo tribunal à Procuradoria-Geral da República (PGR), que agora deve decidir se apresenta queixa contra o governador do Rio de Janeiro, solicita novas medidas ou arquiva o caso.
Especialistas veem como baixas as chances de a acusação do governador ter efeito no curto prazo no atual mandato – por exemplo, ser destituído do cargo. Isto porque, explica o especialista em ciência criminal Berlinque Cantelmoa denúncia diz respeito a crimes que teriam sido cometidos fora da atual administração de Castro.
“A possibilidade de destituição do governador do Rio do cargo é entendida como remota, não só pela falta de contemporaneidade, mas também pela falta de ligação efetiva entre os fatos narrados nas investigações e o atual mandato de Castro”, diz o criminalista.
consignado para servidor público
empréstimo pessoal banco pan
simulador emprestimo aposentado caixa
renovação emprestimo consignado
empréstimo com desconto em folha para assalariado
banco itau emprestimo