Defensores da cloroquina no tratamento preventivo da Covid-19 e da norma que proibia o aborto legal acima de 22 semanas foram reeleitos para a Câmara Conselho Federal de Medicina numa disputa favorável à situação nos CFM.
O CFM é um órgão federal que concede o registro profissional de aproximadamente 600 mil médicos no país e estabelece as regras que regem o exercício da profissão.
Francisco Cardoso Alves Foi eleito pelo Estado de São Paulo com 37,9% dos votos válidos. Fez campanha com santos virtuais ao lado do empresário Luciano Hango “veio da Havan”, do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o ex-ministro da Saúde do governo Bolsonaro Marcelo Queiroga.
Fez propaganda como candidato de “direita” no qual dizia ser o único candidato que “não fez o L”. Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia no Congresso Nacional em 2021, Alves defendeu a cloroquina como tratamento precoce.
Como representante do Rio, foi eleito Rafael Parenterelator da norma do CFM que proibia a interrupção de gestações acima de 22 semanas, mesmo em casos de estupro, risco à vida da mãe e malformação do feto, condições permitidas pela legislação.
A regra foi suspensa pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, o que levou a bancada de Bolsonaro na Câmara a utilizá-lo para apresentar um projeto que pretendia torná-lo lei e, no limite, poderia incriminar crianças e adolescentes em todo o país. Manifestações de mulheres nas grandes cidades brasileiras acabaram pressionando a Câmara dos Deputados para retirar o projeto da deputada Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) agenda.
Os bolsonaristas recuperaram inclusive a maioria dos votos no Distrito Federal, que, no ano passado, havia sido a única unidade da Federação a eleger um comando de conselho regional não alinhado ao CFM. Um dos atuais vice-presidentes foi eleito no DF, Rosilane Rocha. No dia 8 de janeiro de 2023, ela se manifestou nas redes sociais em apoio à invasão que vandalizou os prédios dos Três Poderes.
O atual presidente do CFM também foi reeleito, José Hiran Gallo. Único candidato por Rondônia, Gallo apoiou a gestão sanitária de Bolsonaro e está na entidade há 25 anos. Ao anunciar os resultados, Gallo prometeu ações “sem alinhamento ideológico”.
O atual tesoureiro da instituição também foi reconduzido, Mauro Luiz Britto Ribeiro. Representante do Mato Grosso do Sul. Quando presidente do CFM, Ribeiro foi acusado pelo Ministério Público de seu Estado de receber pagamento indevido por 873 plantões não realizados em Campo Grande (MS).
A oposição elegeu representantes em Pernambuco, na chapa encabeçada por Eduardo Jorge Fonseca de Lima, e na Paraíba, com Bruno Leandro de Souza, que derrotou a chapa apoiada pelo ex-ministro Marcelo Queiroga.
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