Demorou, mas parece que finalmente chegou a recuperação da bolsa brasileira, que agora está 2,3% longe da máxima histórica de 134 mil pontos alcançada no ano passado. Não é por acaso que o aumento dos activos de risco coincide com a confiança de que haverá um corte nas taxas de juro no próximo mês nos Estados Unidos. Se as previsões se concretizarem, muito mais poderá vir para o Ibovespa.
Do ponto de vista local, a projeção de IPCA mais baixo para 2025, período considerado mais relevante para o Banco Central do Brasil (BC), soma-se às duras mensagens dos dirigentes da autoridade monetária, que reiteram o compromisso de trazer a inflação para o alvo, mesmo que isso indique mais interesse.
- O Ibovespa iniciou a semana com alta de 0,38%, recuperando o patamar dos 131.116 pontos, o maior desde fevereiro. No mês, o aumento é de 2,71%. No ano, as perdas que chegaram a 8% agora somam 2,29%.
- Nesta segunda-feira o volume negociado foi de R$ 15 bilhões, abaixo da média diária de R$ 16,5 bilhões dos últimos 12 meses.
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Parte do declínio acumulado no ano deve-se às expectativas frustradas de uma redução nas taxas americanas. As apostas de que haveria um corte no início do ano desmoronaram-se à medida que os indicadores económicos ainda resilientes mostravam que o Banco Central Americano (Federal Reserve ou apenas a Fed) precisava de proceder com cautela antes de tomar qualquer decisão de flexibilização monetária.
Neste fim de semana, a diretora do Fed, Michelle Bowman, disse que o progresso na desinflação é “bem-vindo” e, se continuar, será apropriado cortar gradualmente as taxas de juros. Mais um aceno para o que está por vir na próxima reunião, em setembro. A curva de juros cai nos Estados Unidos, no mesmo momento em que o dólar se desvaloriza frente a moedas emergentes como o Brasil.
Esse conjunto de fatores torna o mercado de ações brasileiro mais atrativo para os estrangeiros, que já voltaram a investir por aqui, após um período de fortes retiradas.. A chegada desses recursos tanto ajuda a subir o Ibovespa quanto a estabilizar o dólar.
Num risco de recessão nos Estados Unidos mitigado por dados mais recentes, combinado com a agitação geopolítica nos grandes países produtores de petróleo, o preço da commodity começou a subir. O movimento beneficia títulos brasileiros, como Petrobrás. As ações da estatal têm um peso enorme no Ibovespa e por isso ajudaram a trazer o índice de volta ao patamar dos 131 mil pontos.
Foco e política monetária nacional
Nesta segunda-feira, o Boletim Focus, publicado semanalmente pelo BC, apontou aumento da inflação para 2024, levando em conta o aumento do índice de preços em julho. A boa notícia é que a estimativa para 2025 caiu de 3,98% para 3,97%, acompanhando o aumento da semana passada. O ano que vem é o horizonte que o Banco Central acompanha mais de perto na hora de decidir as taxas de juros.
A meta de inflação do Banco Central é de 3% para 2024 e 2025, sempre com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Portanto, o limite tolerado é de 4,5% ao ano, ou seja, dentro das previsões dos especialistas.
Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais próximo da meta alivia a pressão sobre os juros. Isso porque o BC aumenta as taxas em resposta ao aumento dos preços, com o objetivo de combater a inflação. Se estiver sob controle, a tendência é manter e até reduzir a taxa referencial de juros, a Selic.
Tanto o presidente do BC, Roberto Campos Neto, quanto o diretor que poderá sucedê-lo no principal cargo da instituição a partir do próximo ano, Gabriel Galípolo, reforçaram o compromisso em manter a inflação sob controle.
Campos Neto disse que a inflação do país ainda está acima da meta e que o BC não poupará esforços para tentar contê-la, independentemente da aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Isso demonstra que a situação fiscal do país está sendo administrada de perto e com muita cautela, tanto pelo banco central quanto pelo governo, que se esforça para cumprir os cortes de gastos prometidos”, avalia Hemelin Mendonça, especialista em mercado de capitais e sócio da AVG Capital.
Em evento de Warren, Galípolo manteve um tom mais duro, como em seus discursos da semana passada. Para ele, há detalhes preocupantes no IPCA de julho e só mais dados poderão definir como o Comitê de Política Monetária (Copom) vai se comportar daqui para frente. Os comentários tiveram efeito na curva das taxas de juros, que subiu à medida que mais taxas de juros poderiam estar chegando.
- As taxas de Depósito Interbancário (DI) para janeiro de 2025 foram de 10,74% para 10,75%. Os prêmios em contratos de prazo mais curto estão mais ligados às expectativas dos investidores em relação à Selic;
- Para janeiro de 2034, passaram de 11,52% para 11,54%. Estas taxas mais longas geralmente medem o “risco fiscal”, que é a capacidade do governo de manter as contas públicas atualizadas.
- Confira a movimentação das taxas do Tesouro Direto.
A queda do dólar em relação ao real é outro benefício para o controle da inflação. Quando a moeda americana se fortalece, há impacto nos preços dos produtos aqui no Brasil.
Esta segunda-feira, o dólar continuou a cair, mas limitado pelos receios de uma escalada dos conflitos geopolíticos no Médio Oriente. A moeda é considerada um ativo de segurança, procurado em tempos de instabilidade e incerteza.
- O dólar comercial caiu hoje 0,34%, sendo negociado a R$ 5,50. No mês, caiu 2,89% frente ao real, mas ainda acumulou alta de 13,25% neste ano.
- A queda do dólar está prestes a acabar! Entender
Além da Petrobras, que acompanha a alta dos preços do petróleo, os títulos ligados à economia nacional, como ações de empresas varejistas e de construtoras, tiveram mais um dia de recuperação.
Essas empresas operam no Brasil, com menor exposição às flutuações internacionais, mas são muito sensíveis às mudanças nas taxas de juros. Com a expectativa de menos inflação e curva de juros em queda, as ações desses setores acabam sendo beneficiadas.
O mercado de ações também se beneficia da boa temporada de lucros no segundo trimestre deste ano. Surpresas positivas elevaram o preço de diversos ativos, como Bradesco e Casas Bahia.
Mas também há resultados que não agradam e derrubam papéis. “As ações da Azul registraram grande queda devido ao prejuízo trimestral demonstrado e à revisão das projeções para o final do ano. As ações da Braskem estão caindo devido à publicação dos prejuízos no segundo trimestre. não estava programado e as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul tiveram impactos”, diz Mendonça da AVG Capital.
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