Dados preliminares do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES), publicado por eletronuclear, salientar que a retomada das obras no Usina nuclear Angra 3 custará cerca de R$ 25 bilhões. Os números fazem parte do estudo do banco, que será divulgado em reunião do conselho no dia 2 de setembro.
O estudo identificou que em Angra 2 foram utilizados cerca de R$ 800 milhões em equipamentos originalmente destinados à construção de Angra 3. Segundo a Eletronuclear, o valor será reembolsado pelo próprio fluxo de caixa da segunda usina.
Da mesma forma, entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões em combustível nuclear utilizado em Angra 2 também serão ressarcidos pela própria operação da usina para reduzir o custo da retomada das obras.
O estudo do banco apontará que qualquer resultado financeiro positivo identificado no futuro deverá ser utilizado para reduzir a tarifa de Angra 3. Outro ponto polêmico é a definição da tarifa ao consumidor, que, segundo informações iniciais, deverá ficar em torno de R$ 650 por megawatt hora. O valor é definido com base na receita fixa do projeto para cobrir despesas como combustível, fundo de descomissionamento, transporte e encargos setoriais.
“Década perdida” e alegações de corrupção
O projeto da usina nuclear Angra 3, iniciado na década de 1980, enfrentou atrasos devido à crise econômica no país. “década perdida” e alegações de corrupção. Até o momento, foram investidos R$ 7,8 bilhões, com 67% das obras civis concluídas. Se concluída, a usina terá capacidade instalada de 1,4 gigawatts (GW).
A decisão de concluir ou abandonar a construção da central nuclear ocorre num contexto em que o governo negocia, entre outras coisas, a saída do Eletrobrás da Eletronuclear, com a consequente demissão da obra de Angra 3. Numa possível saída da Eletrobras, o Sindicato terá que assumir sozinho os custos de conclusão da obra.
A decisão divide o setor elétrico. Por um lado, a Eletronuclear conta com o apoio de ministro Alexandre Silveira (PSD/MG)que chegou a defender o uso de pequenos reatores nucleares na região amazônica substituir usinas térmicas a diesel. Do outro, a Frente Nacional, uma coalizão de consumidores e alguns especialistas que são contra o projeto, pois o custo de conclusão é muito alto e tem potencial de impactar a tarifa.
Após esta etapa, os estudos serão analisados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que será responsável por definir a outorga e aprovar ou não a tarifa. comercialização da energia gerada por Angra 3.
Angra 3 é considerada irmã gêmea de Angra 2, pois ambas utilizam tecnologia alemã. A construção da unidade envolve diversas etapas, incluindo obras civis, montagem eletromecânica, comissionamento de equipamentos e sistemas, além de testes operacionais.
Em uma entrevista recente com Valoro CEO da Eletronuclear, Raul Lycurgo, disse que o abandono do projeto causaria prejuízos de R$ 14 bilhões e que 11,5 mil equipamentos nucleares poderiam ir para o ferro-velho. O valor refere-se a multas e penalidades, além da devolução de incentivos fiscais, pois a empresa obteve benefícios com a aquisição dos equipamentos.
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