A estabilidade da economia com a chegada do Plano Real permitiu que toda uma geração de brasileiros que viveu aquele período de início da moeda, em 1994, comparasse os preços de hoje com os de então. OR$1 daquela época, porém, não é mais R$1. Se corrigido pela inflação de julho de 1994 a maio deste ano, representa R$ 8,08. Sem essa correção, uma moeda (ou nota) de R$ 1 equivaleria a R$ 0,12.
Com a atualização pela inflação, você pode perceber que muitos preços naquela época não estão mais baratos do que hoje. Outro ponto importante: nEm comparação com o salário mínimo, na maioria dos casos os brasileiros em 2024 têm maior poder de compra do que aqueles que adquiriram produtos há 30 anos.
Veja algumas comparações:
No dia 31 de agosto de 1994, o São Paulo entrou no Morumbi em busca do tricampeonato da Libertadores com três jogadores que haviam sido tetracampeões da Copa do Mundo um mês antes: Zetti, Cafu e Muller. Mas o sonho parou com o argentino Vélez Sarsfield, o goleiro paraguaio Chilavert e o técnico Carlos Bianchi. PQuem foi ver o time que ainda contava com selecionadores como Palhinha, Juninho e Junior Baiano pagou R$ 5 pelas arquibancadas e R$ 3 no geral. Em valores atualizados, equivalem a R$ 37,81 e R$ 22,69. A passagem mais cara equivalia a 7,7% do salário mínimo daquele mês (R$ 64,79, ou R$ 490 em valores corrigidos pela inflação), e a mais barata a 4,6%. As comparações com os ingressos hoje são difíceis pela criação de incentivos para que as pessoas se tornem sócios-torcedores, mas o ingresso mais barato (não pela metade do preço) para ver o São Paulo e o Cobresal chileno em abril, ainda na fase de grupos da Libertadores, custava R$ 75, ou 5,3% do mínimo de 2024 (R$ 1.412).
No final daquele mesmo ano, em dezembro, Palmeiras e Corinthians disputaram a final do Campeonato Brasileiro no Pacaembu. O salário mínimo naquele mês já havia subido para R$ 70 e os preços dos ingressos para as partidas custavam de R$ 10 (arquibancadas) a R$ 20 (assentos cobertos) para ver jogadores como Rivaldo, Zinho, Edmundo, Evair, Branco, Viola e Marcelinho Carioca. Em valores atualizados, equivalem a R$ 69,31 e R$ 138,63 – 14,3% do salário mínimo e 28,6% respectivamente. No dia 1º de julho, os dois times se enfrentam novamente, e o ingresso mais barato (sem descontos) na arena do Palmeiras custa R$ 180 (12,7% do salário mínimo).
Se hoje o vôlei feminino compete com o vôlei masculino, pelo qual tem mais prestígio, o mesmo não poderia ser dito em 1994. Enquanto a geração de Tande, Marcelo Negrão e Maurício havia vencido as Olimpíadas de Barcelona em 1992 e a Liga Mundial no ano seguinte, as mulheres tiveram nunca terminou entre os quatro primeiros colocados da Copa do Mundo em sua categoria, por exemplo. A história começou a mudar em 1994 com a chegada do técnico Bernardinho e a Copa do Mundo de Vôlei disputada em São Paulo e Belo Horizonte.. Liderado por atletas como Fernanda Venturini, Ana Moser e Márcia Fu, o Brasil disputou a final contra Cuba no Ibirapuera, em São Paulo. Quem conseguisse ingresso para o período das quartas de final às finais teve que pagar entre R$ 4 e R$ 8 para ver todos os jogos do dia – R$ 29,25 e R$ 58,50, respectivamente, em valores corrigidos. O ingresso mais barato para ver estrelas como as cubanas Regla Torres e Mireya Luis e a russa Tatyana Gracheva equivalia a 5,7% do salário mínimo, e o mais caro, 11,4% do salário de referência.
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Transporte e transporte aéreo
Em São Paulo, a passagem de ônibus começou no Plano Real custando R$ 0,50 para o usuário, preço que durou praticamente um ano. Ajustado pela inflação, custaria R$ 4,04, valor inferior aos atuais R$ 4,40preço que não mudou desde o início de 2020. É importante destacar, porém, que na época não existia o Bilhete Único, criado em 2004 e que hoje permite ao usuário utilizar até dois ônibus em três horas pagando uma tarifa. Em 1994, cada viagem custava 0,77% do salário mínimo, contra 0,31% hoje.
A passagem do metrô custa R$ 0,60 (R$ 4,85 atualizado). Atualmente, custa R$ 5.
A ponte aérea Rio-São Paulo era operada por algo que parece muito distante aos olhos de hoje: um pool de empresas. A tarifa era única e a viagem custava R$ 136 em dias de semana – R$ 1.098,91 corrigidos pela inflação. Nos finais de semana e feriados, houve desconto de 40%, para R$ 84, ou R$ 678,74 nos valores de hoje. Ou seja, voar durante a semana exigia mais de dois salários mínimos em julho de 1994 (2,1 salários) e 1,3 salários aos sábados e domingos.
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No início da moeda, vocêO litro da gasolina em São Paulo custava R$ 0,55 na Grande São Paulo, ou R$ 4,44 em valores atuais. Para um botijão de gasolina de 50 litros, na época era necessário gastar R$ 27,50 (R$ 222,21 atualizados), ou 42% do salário mínimo. Hoje em dia, o litro da gasolina comum em São Paulo custa R$ 5,66, segundo levantamento mais recente da ANP, referente ao final de junho. Fazendo o mesmo exercício de comprar 50 litros, o motorista gasta R$ 283, o que representa 20% do salário mínimo.
O álcool custa R$ 0,438 (R3,54 corrigido pela inflação). Pagavam R$ 21,90 por 50 litros, o equivalente a um terço do salário mínimo. Hoje você paga R$ 185 por 50 litros de etanol hidratado, de acordo com o preço médio de revenda em São Paulo. O valor representa 13% do salário de referência
O pedágio da rodovia dos Imigrantes custou R$ 2,50, ou R$ 20,2 em valores de hoje. Do lado dos Trabalhadores (atual Ayrton Senna), foi cobrado pedágio de R$ 2,60 – R$ 21,01 corrigidos.
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Assistir “O Médico e o Monstro”, dirigido por Marcos Nanini e estrelado por Ney Latorraca, no Teatro Cultura Artística custa entre R$ 8 (R$ 64,64 corrigidos) e R$ 18 (R$ 145,44) dependendo do dia e do setor do teatro. “Finalmente sozinho”, com Nicete Bruno e Paulo Goulart teve preço único: R$ 6 (R$ 48,48 atualizados). E “Trair e Coçar…é só começar”, de Marcos Caruso, com Denise Fraga vivendo uma funcionária problemática, custa R$ 7 na quinta, R$ 8 na sexta e domingo e R$ 10 no sábado – entre R$ 56,56 e R$ $ 80,80 ajustados pela inflação.
Quem optou pelo cinema no início de julho teve opções como “Quatro Casamentos e um Funeral”, “O Rei Leão”, “Igualdade Branca” e “Flintstones”. Os ingressos custam entre R$ 2 e R$ 6 (entre R$ 16,16 e R$ 48,48 na cotação de hoje). Os cinemas de rua, algo que se perdeu nestes 30 anos, eram os mais populares, enquanto os dos shoppings eram mais caros. Há 30 anos, ver “O Rei Leão” custava R$ 3 fora dos finais de semana no Shopping Aricanduva. Hoje, no mesmo estabelecimento, para assistir a outro desenho animado de sucesso, “Divertida Mente 2”, é preciso gastar R$ 37 por um completo. Ver o filme da Disney em 1994 significou gastar 4,6% do mínimo. O sucesso atual da Pixar (subsidiária da Disney) custa 2,6% do salário de referência.
Outra opção cultural foi alugar um filme em VHS – tecnologia que logo se tornaria obsoleta com a chegada do DVD, que, por sua vez, foi derrubado pelo streaming. Os jornais da época diziam que o aluguel nesse período custava entre R$ 2,50 (R$ 20,2 em valores de hoje) e R$ 5,50 (R$ 44,44), dependendo da locadora e se o filme fosse lançado ou não.
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O preço do Big Mac foi reduzido em 7% no início do Plano Real, como parte de uma estratégia global do McDonald’s. Com isso, o sanduíche custava R$ 2,12 em julho de 1994. Atualizado pela inflação até maio deste ano, custava R$ 17,13. O valor equivalia a 3,3% do salário mínimo. Hoje em dia, um Big Mac, sem acompanhamentos, custa R$ 16, o que representa 1,1% do salário mínimo atual.
Um maço de cigarros era mais barato que o popular sanduíche. vocêUm maço de Marlboro, por exemplo, era vendido por R$ 1,12, ou R$ 9,05 na cotação de hoje. O Galaxy, que não existe mais, custava R$ 1,27 (R$ 10,26 atualizados), e o L&M, R$ 0,99 (R$ 8 atualmente).
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Um dos marcos desse momento vivido pela economia foi a Os Rolling Stones chegaram ao Brasil no início de 1995. A banda inglesa foi atração principal do Hollywood Rock em quatro apresentações (duas em São Paulo e duas no Rio), em festival que também contou com Spin Doctors, Rita Lee e Barão Vermelho. EEm São Paulo, os shows aconteceram no final de janeiro no Pacaembu e os ingressos custavam entre R$ 18 (R$ 122,67 em valores de hoje) e R$ 120 (R$ 817,79) – ou seja, entre 25,7% e 171,4 % do salário mínimo da época. No Rio, o show aconteceu no início de fevereiro no Maracanã, com ingressos que variavam de R$ 15 (R$ 100,51 corrigidos) a R$ 150 (R$ 1.005,15) – entre 21,4% e 214,2% do salário mínimo.
Em 1994, São Paulo recebeu mais uma edição do Festival Free Jazz, com nomes como BB King, Etta James e James Brown, com shows extras no Velódromo da USP. O ingresso custou R$ 20 (R$ 146,26). Para apresentações no Palácio, em Moema, o preço variou de R$ 30 a R$ 45, dependendo das atrações e do setor. Corrigidos pela inflação até o momento, os preços variaram de R$ 219,39 a R$ 329,08.
O Free Jazz, patrocinado por uma gigante do tabaco, estava em sua nona edição naquele ano e durou até 2001. Em 1994, surgiu outro festival no Brasil, o Monsters of Rock, que, com diversas interrupções, ainda acontece no país. Em sua versão brasileira (acontece em outros países), o festival recebeu nomes como Kiss, Black Sabbath, Angra, Raimundos, Slayer e Suicidal Tendencies em agosto de 1994. Os ingressos variaram de R$ 25 (stand) a R$ 50 (cadeira coberta). ). Em valores corrigidos pela inflação, custam entre R$ 189,07 e R$ 378,14. Na comparação com o salário mínimo, custam entre 38,6% e 77,2%.
Já o A 22ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo aconteceu entre outubro e novembro de 1994 e homenageou Hélio Oiticica, Lygia Clark e Mira Schendel. A passagem custou R$ 4 (R$ 29,25 corrigidos). A edição mais recente da bienal aconteceu em 2023 e a entrada foi gratuita.
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Uma cesta básica custava R$ 67,40 em julho de 1994, segundo o Dieese. O valor representava um pouco mais que o salário mínimo da época (R$ 64,79). Atualizado pela inflação, representa atualmente R$ 544,61. Em maio deste ano (dados mais recentes), a cesta básica valia R$ 826,85 – ou seja, Você precisa gastar 58,6% do mínimo para adquirir os produtos.
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