O Crescimento de 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre de 2024 concentrou-se inteiramente na procura interna, com um contributo negativo do sector externo, ao contrário do que vinha ocorrendo no passado recente. A análise foi feita pela coordenadora de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rebeca Palis, ao detalhar o desempenho do setor externo.
“O setor externo está a puxar a economia para baixo, as importações crescem e as exportações crescem menos. O crescimento [do PIB] no segundo trimestre está totalmente concentrado na procura interna, com consumo e investimento das famílias”, afirmou.
As exportações aumentaram 1,4% entre abril e junho, em relação ao primeiro trimestre, enquanto as importações aumentaram 7,6%. “As exportações estão a crescer, mas a um ritmo muito mais lento do que as importações”, disse ele.
No caso das exportações, Palis citou influências negativas da agricultura e das indústrias extractivas. A agropecuária caiu 2,3% no segundo trimestre, em relação ao primeiro trimestre, influenciada pelas colheitas de soja e milho, principais culturas do agronegócio no Brasil. Este desempenho afecta, em última análise, as exportações de matérias-primas.
Além disso, as indústrias extrativas caíram 4,4%. Nesse caso, o desempenho está ligado ao setor petrolífero, explicado por algumas paradas para manutenção e também por uma queda natural na produção dos campos maduros, segundo o coordenador de Contas Nacionais do IBGE.
No caso das importações, Rebeca Palis atribui o crescimento significativo ao aumento da procura interna, com aumentos no segundo trimestre tanto no consumo das famílias (1,3%) como na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, 2,1%). Nas importações, chamaram a atenção bens de consumo duráveis e bens de capital, além de serviços.
“Em 2024, vemos [a influência do setor externo] diferente do que aconteceu em 2022 e 2023. Em 2022, o país ainda estava emergindo da pandemia e o setor externo foi o que mais contribuiu. Em 2023, a procura interna contribuiu mais, mas o setor externo também contribuiu. Agora é o contrário”, disse, lembrando que a agricultura e as indústrias extractivas foram responsáveis por mais de metade do crescimento da economia em 2023.
A expansão das importações no segundo trimestre ocorreu mesmo numa altura em que o dólar está mais valorizado do que no mesmo período do ano anterior, disse Rebeca Palis. “Houve uma desvalorização do Real [ante o dólar] de 5,5% no segundo trimestre de 2024 em relação ao segundo trimestre de 2023”, detalhou.
Assim, no entendimento da técnica, o fato de as importações terem crescido tanto num cenário “apesar do câmbio”, em que o dólar opera em alta, apenas demonstra “a própria demanda da economia”. Isto porque o perfil das importações no segundo trimestre tem muito a ver com o movimento de compras externas para apoiar a produção nacional, observou. “A economia está crescendo e há demanda”, resumiu.
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