O bom desempenho do consumo das famílias e dos investimentos na economia impulsionou o Monitor do PIB da Fundação Getulio Vargas (FGV)que mede, mensalmente, o ritmo da economia brasileira. A análise é de Claudio Considera, coordenador do Núcleo de Contas Nacionais (NCN) do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (FGV/Ibre), responsável pelo indicador. Na perspectiva do Monitor, a economia brasileira cresceu 1,1% no segundo trimestre de 2024, na comparação com os três meses anteriores. Foi a maior taxa trimestral, nesta comparação, desde o primeiro trimestre de 2023 (1,2%).
Em junho, a economia brasileira cresceu 1,4% em relação a maio, segundo indicador da FGV. Na comparação com o segundo trimestre, houve aumento de 2,9% em relação ao mesmo trimestre de 2023.
Na evolução trimestral, Considera chamou a atenção para aumentos, na mesma comparação, no consumo das famílias e na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) – que representa os investimentos na economia. No caso do consumo das famílias, registou-se um aumento de 1,7% no segundo trimestre, face aos primeiros três meses de 2024, e, na FBCF, registou-se uma expansão de 3,3%.
“O consumo continua crescendo”, comentou o técnico. Ele observou que os indicadores do mercado de trabalho permaneceram favoráveis até o segundo trimestre. “A taxa de desemprego continua a cair”, notou, acrescentando que, com mais pessoas empregadas, maior taxa de rendimento proveniente dos salários – e, com isso, melhor poder de compra da população.
No caso da FBCF, o especialista citou como destaque o desempenho positivo das máquinas-equipamentos. Ele considerou que isso também tem a ver com o bom momento atual do consumo familiar. Na prática, se o mercado interno for forte, isso acaba aumentando as encomendas para a indústria que, por sua vez, aprimora o maquinário para atender a um movimento crescente de consumo. “Essa é a capacidade de produção que vai atrás do crescimento do consumo”, resumiu.
Outro aspecto destacado pelo especialista é o fato de que, até junho, no Monitor, a economia acumulou crescimento de 2,3%. Esta é uma boa notícia para as projeções de fechamento do crescimento do PIB para 2024, observou ele. Para ele, os sinais são de que o país poderá ver um aumento económico próximo do que aconteceu no ano passado. Em 2023, a economia cresceu 2,9% em relação a 2022. “Teremos crescimento acima de 2% com certeza [no PIB de 2024]”, disse ele, comentando que o desempenho pode ficar em torno de 2,5%.
Ele destaca que existem fatores externos que devem ser monitorados com atenção no segundo semestre e que podem afetar a economia brasileira. Entre eles, o especialista recordou os conflitos bélicos na Faixa de Gaza, bem como possíveis confrontos entre Israel e o Irão. Ao mesmo tempo, a guerra entre a Rússia e a Ucrânia continua, com contra-ataques intensificados por parte deste último país. Se estas batalhas se intensificarem, poderão mais uma vez perturbar a cadeia global de abastecimento de factores de produção, observou ele.
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