No último fim de semana, uma amiga muito querida, inteligente e educada me mandou uma mensagem desesperada no WhatsApp. O resumo da ópera é que ela se endividou muito no cartão de crédito e fez um empréstimo para tentar melhorar a situação.. No final, ela se viu com contas ainda caras no cartão e parcelas de empréstimo para pagar. A sua situação não é incomum e, por vezes, a falta de planeamento financeiro faz com que uma situação relativamente fácil pareça muito complexa. No caso do meu amigo, porém, um plano simples foi suficiente para evitar uma grande bola de neve.
Primeiramente é preciso contextualizar que minha amiga em questão é uma jovem, recém-formada, que mora com os pais. Atualmente ela tem um salário líquido de R$ 1.300. No entanto, As dívidas no cartão chegavam a quase R$ 4.800, e só a próxima fatura seria superior a R$ 2.000. Com medo de entrar na conta rotativa do cartão de crédito (uma das modalidades de empréstimo mais caras do mercado), ela se antecipou e busquei crédito pessoal no banco. É bem verdade que Os juros do crédito pessoal também não são baratos, mas comparados aos juros do cartão de crédito são vantajosos. Mesmo sem saber, meu amigo realizou uma ação sugerida por muitos educadores financeiros: trocou (ou melhor, evitou) uma dívida cara por uma mais barata.
O problema, porém, foi que ela teve dificuldade em colocar no papel um plano para usar esses R$ 3 mil. “Tentei conseguir R$ 5 mil para pagar todas as contas do cartão e a partir daí usar meu salário só para pagar o empréstimo e minhas contas mensais. Mas os juros para pegar R$ 5 mil emprestados seriam tão altos que, no final, eu pagaria R$ 8 mil ao banco. Então tirei só R$ 3 mil e terei que devolver R$ 4.700”, narrou ela em áudio. “Mas estou pensando em comprar outro, porque com R$ 3 mil não consigo quitar toda a dívida do cartão”, ele me contou..
Conversando com minha amiga, percebi que ela tinha contas mensais de R$ 516 e a fatura de empréstimo de R$ 340o que totalizou R$ 856. Pagando essas contas, seu salário ficaria em R$ 444. O que ela teve dificuldade em perceber a princípio foi que ela Eu não precisaria pegar o empréstimo de R$ 3 milusar só naquele mês para pagar a conta alta do cartão de mais de R$ 2 mil e depois continuar com “pouco salário” para “muita dívida”. Ela poderia pegar os R$ 3 mil e usá-los, aos poucos, para complementar sua renda todos os meses, para poder pagar as contas do cartão (que iam diminuindo mês a mês), pagar as parcelas do empréstimo, pagar suas contas mensais e, claro. claro, ao vivo. Mas de uma forma muito mais austera. Seria assim que a conta seria fechada.
A solução, portanto, era simples. Mas não menos doloroso. Quando colocamos no papel como seria esse planejamento, vimos que, Pelo menos nos primeiros meses, a solução seria deixar apenas R$ 250 para “viver”. Portanto, seria necessário cortar gastos desnecessários.
Ao questionar minha amiga sobre como ela chegou à situação de ter um salário de R$ 1.300, mas contas de mais de R$ 2.000 no cartão, ela ressaltou justamente os gastos mais “bobos” como os vilões. Bem como as muitas “tramas” que pareciam inofensivas.
“Pequenas coisas como comer na rua me fazem gastar muito. E aí são R$ 30 de alimentação por dia fora do horário, que depois vira uma conta grande”, diz. “Além disso, tenho muitos lotes pequenos, mas longos. Se eu olhar o extrato do meu cartão, a maior parcela de uma compra é de R$ 80. Mas no final, vários desses baseados acabaram com uma conta de R$ 3 mil”. Ela reconheceu que tem dificuldade de ser disciplinada e de controlar seus gastos, o que também ajuda a entrar em uma situação como essa.
Olhando a história como um todo, avaliando o que a levou a esse ponto e também o que impossibilitou que ela visse a “solução” de imediato (e até cogitasse um novo empréstimo) percebo que O que faltou, neste caso, foi justamente colocar as coisas no papel.
Embora a ideia de anotar despesas e planejar o que fazer com meu salário assim que ele cair (inclusive considerando gastos futuros e previsíveis), vejo que essa é uma das coisas que mais me ajuda a manter a disciplina. Sei quando posso gastar, quanto posso gastar e sei até quanto preciso economizar no mês seguinte caso algo saia fora do planejado naquele mês (seja por um imprevisto ou por uma sacola de presentes irresistível).
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