Em busca de um acordo entre governo e oposição, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Davi Alcolumbre (União-AP)adiou para quarta-feira (17) a votação da proposta de emenda à Constituição que confere autonomia financeira e orçamentária ao Banco Central. O assunto será o único item da sessão da próxima semana que ocorrerá em formato misto.
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A ideia do adiamento partiu do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). O senador afirmou que conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Sobre o tema. Segundo Jaques, o governo não tem objeções à autonomia financeira e orçamentária do BC, mas não concorda com a passagem do órgão de autarquia para empresa pública.
Jaques afirmou que o governo teme que, com a transformação do BC em empresa, possíveis perdas na gestão das reservas do órgão, que são cobertas pelo Tesouro, impactem as contas públicas.
“Se houver desvalorização gera prejuízo. Em 2022 foram R$ 40 bilhões. Estamos pagando este ano. Quem está pagando? O Tesouro está contribuindo. Essa é a obrigação do Tesouro que continuará sendo. Qual foi o prejuízo em 2023 ?R$ 125 bilhões. O Tesouro terá que contribuir no ano que vem”, disse. “Se for uma empresa e o governo tiver que contribuir com R$ 120 bilhões para o Banco Central da empresa, isso vai para a conta primária do governo e, portanto. , contaminará a conta pública”, acrescentou Jaques.
Jaques se comprometeu a construir um texto consensual com o relator, Plínio Valério (PSDB-AM)o autor da proposta, Vanderlan Cardoso (PSD-GO)e Técnicos Agrícolas.
Plínio Valério concordou com a proposta, mas criticou o governo pela falta de diálogo com o governo durante a elaboração do parecer. “Eu seria radical se não aceitasse conversar. Agora, quero informar que desde o primeiro minuto tentamos conversar com o governo. Foram mais de cinco meses que estivemos sempre abertos ao governo. vários sinais para o governo Mas isso não nos impediu. Como Jaques disse Wagner, sim. [assunto de] Estado”, afirmou o relator.
O debate sobre a autonomia financeira do órgão ocorre em meio a embates entre o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e o BC, Roberto Campos Neto. Nas últimas semanas, Lula voltou a criticar Campos Neto e disse que a gestão do presidente do BC tem “viés político” e é responsável pela alta do dólar e pela manutenção da taxa Selic em 10,5% ao ano. “Definitivamente acho que ele tem viés político e não posso fazer nada, tenho que esperar ele terminar o mandato e indicar alguém”, disse Lula.
Campos Neto rebateu e destacou a alta dos juros em 2022, ainda no governo de Jair Bolsonaro (PL) ““Se isso não é prova de que você é independente e que agiu de forma autônoma, é difícil encontrar outro exemplo”, ele disse .
Na sua opinião, Plínio Valério garante “a conquista da autonomia técnica, operacional e administrativa” do BC, mas preserva as funções do Conselho Monetário Nacional (CMN), que tem como principais responsabilidades a formulação de políticas monetárias e de crédito. Esta foi uma das principais preocupações do relator.
Durante a tramitação, o relator acatou alterações e acrescentou ao texto um dispositivo que protege cartórios dos avanços da moeda digital brasileira, o drex. Por exemplo, ao adquirir um imóvel, o comprador pode ter medo de pagar e o vendedor pode não transferir o nome do novo proprietário para a escritura. Com a Drex, não importa quem dá o primeiro passo, pois o contrato só será concluído quando ambos acontecerem. Assim, o dinheiro e a propriedade do ativo serão transferidos simultaneamente.
Atualmente, esses contratos de compra e venda de imóveis são registrados em Cartórios de Títulos e Documentos, para dar segurança a ambas as partes na transação de grande porte de que existe um registro escrito do que deve ser feito por cada uma das partes. .
Outra sugestão acrescentada por Valério ao relatório garante igualdade salarial para aposentados e pensionistas do BC após a transição de órgão autônomo para empresa pública. As disposições garantem-lhes os mesmos direitos dos atuais funcionários do BC e também garantem que os benefícios continuem a ser reajustados da mesma forma que os salários dos funcionários ativos. Essa era uma das principais preocupações dos atuais e ex-funcionários da agência.
Em sua opinião, Valério estabeleceu um limite para despesas com pessoal da instituição, que terá como teto o valor utilizado no ano anterior corrigido pela inflação. “O limite de que trata o caput deste parágrafo não poderá ultrapassar, na rubrica específica de despesa orçamentária que se refira ao pagamento de despesas de pessoal e encargos sociais do Banco Central e salvo autorização expressa do Senado Federal, o valor do limite referente ao exercício imediatamente anterior, corrigido pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA”, diz trecho do parecer.
O relator afirma que “a ampliação do alcance da autonomia do BCB – com a inclusão das características de autonomia orçamentária, financeira e administrativa – deve ser acompanhada de aumento da transparência e da responsabilização da atuação do BCB, bem como do desenho de incentivos corretos para que a instituição prossiga os seus objetivos de forma eficiente e sem conflitos de interesses”.
Ele destaca que os detalhes das regras e limites gerais das despesas orçamentárias do BC ficarão para legislação complementar. Já no caso das despesas de pessoal e encargos sociais, Valério avalia que “deve haver um sublimite específico para evitar crescimento exacerbado desta rubrica orçamentária”.
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