Lutar contra pobreza, pobreza extrema e fome envolve discutir, na sociedade, concentração de renda, questão racial e falta de mais financiamento para empreendedorismo. A avaliação partiu de especialistas que participaram, nesta terça-feira (23), do seminário “O Desafio de Financiar o Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável”.
“Temos que resolver todo o problema; não temos a pobreza como obra do destino”, disse Viviana Santiago, diretora executiva da Oxfam.
Viviana Santiago: importância de um Estado forte
A entidade é uma confederação de 19 organizações e mais de 3 mil parceiros, que atuam em mais de 90 países na busca de soluções para a pobreza, a desigualdade e a injustiça. “A pobreza, a fome… são consequência da concentração [de renda]”, afirmou.
Segundo Santiago, a questão precisa ser debatida no âmbito de um Estado forte. Além disso, o Estado deve ter condições e recursos para fornecer mecanismos e estratégias que possam tirar as pessoas de condições de pobreza, fome e insegurança alimentar. “Não é possível tirar as pessoas da pobreza se não tivermos um Estado forte. Não podemos distribuir [renda] se não houver captação de recursos”, ressaltou.
Carolina Almeida: “Não podemos tirar o racismo da equação”
Sobre políticas públicas, Carolina Almeida, conselheira internacional da Geledés – Instituto da Mulher Negra, chamou a atenção para o fato de que não se pode falar sobre o tema sem mencionar questões raciais e de gênero. Assim como Santiago, ela destaca que a população negra e as mulheres, em particular, são mais frágeis economicamente, com maior presença no emprego informal.
“Quando falamos de pobreza, não podemos tirar o racismo da equação”, disse ele. Para Almeida, é necessária uma perspectiva de políticas públicas proativas e intencionais para combater as desigualdades raciais e de gênero no país.
Marcelo Neri: sem espaço para hospedagem
Com esse objetivo, o gestor público também pode incentivar a proatividade da população afetada pela pobreza e pela extrema pobreza. Marcelo Neri, diretor da FGV Social, comentou sobre as possibilidades de utilizar experiências de financiamento local para fortalecer o empreendedorismo. Ó O programa de microcrédito produtivo do Banco do Nordeste, Crediamigo, É um bom exemplo do que poderia ser feito em maior escala, disse ele.
Neri destacou que ainda há muito a ser feito. “Temos legitimidade [o Brasil] por ter reduzido o problema ao longo do tempo”, disse, mas lembrando que não se deve ser complacente com o cenário atual.
O evento em que participaram os especialistas é o terceiro evento presencial do projeto G20 no Brasilque une o Valor, O Globo e rádio CBN na cobertura da presidência brasileira do grupo dos países mais ricos do mundo. O projeto discute como arrecadar recursos e replicar políticas de desenvolvimento social, mitigação das alterações climáticas e transição energética.
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