A notícia é positiva para o bolso do consumidor. Porém, deixa uma dúvida para o investidor: se a inflação estiver mais baixa, ainda vale a pena investir em títulos que me protejam dela e paguem menos por isso? É o caso do atual favorito, o Tesouro IPCA, que perde um pouco de sua atratividade em determinados cenários como. Mas ainda tem seu valor.
Se o ritmo continuar como vimos em junho, a inflação atingiria facilmente a meta de 3% ao ano nos próximos 12 meses perseguida pelo Banco Central (BC). Isso significa que os investimentos que seguem a taxa referencial de juros do Brasil (Selic), como o Tesouro Selic ou CDBs com rentabilidade de 100% do CDI, teriam juros reais acima de 7% ao ano.
Ou seja, o investidor teria rentabilidade de mais de 7% acima da inflação, o que realmente seria domado nos próximos 12 meses. Maravilhoso! Esse prêmio está bem acima do que qualquer título do Tesouro IPCA+ oferece. Mesmo os mais longos, extremamente voláteis e de maior risco, como o Renda+ com vencimento em 2065, têm rentabilidade de até 6,32% acima do IPCA. Não mais do que isso.
Mesmo nos momentos de maior estresse no mercado, quando as taxas subiram rapidamente devido ao ruído sobre a responsabilidade fiscal no país, não foi possível atingir a marca de 7% de juros reais desses títulos. E agora, de repente, você poderia investir em títulos de baixa volatilidade e ganhar ainda mais por isso?
Não seria absurdo pensar que a inflação permaneceria neste nível. Ao analisar os dados recentes, é possível perceber que em diversas ocasiões ao longo do último ano, ficou abaixo de 0,25% ao mês, valor necessário para ficar em 3% ao ano. Na verdade, hoje está dentro da faixa de tolerância alvo de 1,5 ponto para cima ou para baixo. Ou seja, seria considerada tolerada uma inflação de até 4,5% ao ano.
Tesouro IPCA vai ou fica?
Os títulos do Tesouro IPCA estão entre os mais recomendados por especialistas desde o início do ciclo de redução dos juros. Mesmo agora, com a interrupção dos cortes, eles são repetidamente citados como uma escolha clara para ter na sua gama de investimentos.
Mas quando a inflação cai e a taxa Selic continua alta, há um aumento dos juros reais, que é a diferença entre o que você recebe de juros do investimento e o que você perde em poder de compra quando há inflação.
Na verdade, o interesse real é o que realmente importa na hora de investir. É o que leva a um verdadeiro aumento da riqueza, garantindo que você será de fato “mais rico” no futuro. Afinal, você manterá o poder de compra e ainda terá um dinheiro extra.
Portanto, esses títulos que pagam inflação mais prêmio, como o Tesouro IPCA, são altamente recomendados. Garantem a manutenção do poder de compra e remuneração extra. Além disso, estes papéis oferecem uma dupla proteção importante, especialmente num momento de tantas incertezas como o que vivemos.
A aposta dos especialistas é que os juros reais diminuam e restaurem a atratividade desses títulos, seja pelo aumento da inflação (que é historicamente instável no Brasil) ou pela queda dos juros. Em qualquer um destes dois cenários (ou mesmo que ocorram ao mesmo tempo), o investidor estará protegido.
Por outro lado, quem estiver posicionado apenas no Tesouro Selic ou similar verá queda no seu rendimento real nesses dois cenários. Porém, se a inflação continuar caindo sem reajustes nas taxas, esses títulos pós-fixados na Selic (ou CDI) continuam mais atrativos.
Existe uma chance de isso acontecer? Até tem. Atualmente, o corte da taxa de juros no Brasil não acompanha apenas o movimento da inflação. Está também condicionada por factores externos, como a redução das taxas de juro nos Estados Unidos. Se os juros continuarem elevados por lá, é possível que a Selic continue em patamares elevados também aqui.
Mas isso não justifica ter uma carteira sem diversificação no Tesouro IPCA, principalmente para investidores que pensam no longo prazo.
Marcelo D’Agosto colaborou
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