Com a Câmara dos Deputados esvaziada pelas eleições municipais e a dispensa de presença em Brasília para as sessões, os deputados bolsonaristas pretendem avançar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), nesta terça-feira (26), quatro propostas para limitar os poderes do Supremo Tribunal Federal (STF) e “imposição de freios” aos ministros.
O Presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL)determinou na manhã desta segunda-feira que a presença de deputados em Brasília está dispensada esta semana e que eles poderão votar pelo celular de qualquer lugar. A medida foi adotada, segundo aliados, por causa do cancelamento de voos devido à fumaça que atingiu parte do país com incêndios nas regiões Sul e Sudeste.
A maioria das comissões cancelou as sessões deliberativas e audiências públicas que estavam marcadas para esta semana, mas o presidente da CCJ, deputado Caroline De Toni (PL-SC)decidiu manter a agenda inalterada. “Vamos mantê-lo porque estamos fazendo um esforço concentrado. Permanecemos e continuaremos sem votar durante muitas semanas. A CCJ é a comissão que mais assuntos tem para apreciar. Não podemos perder mais uma semana de trabalho”, explicou ela ao Valor.
De Toni convocou uma sessão para discutir quatro assuntos: uma proposta de emenda constitucional (PEC) que permite ao Congresso suspender a eficácia de julgamentos do STF sobre a constitucionalidade de leis e regulamentos; uma PEC que restringe as decisões monocráticas (individuais) de ministros do STF e de outros tribunais superiores; dois projetos de lei que ampliam o rol de ações que podem levar ao impeachment de um ministro do Supremo, como “usurpar” poderes do Legislativo.
Essa agenda foi engavetada, mas ganhou força após as decisões do STF que bloquearam a execução de emendas parlamentares ao Orçamento até que o Congresso Nacional adote regras de transparência no envio desses recursos. No caso dos quatro projetos, porém, ainda há um pedido de revisão por parte dos parlamentares contrários, o que adiará a votação do mérito dessas matérias para uma data posterior – provavelmente, para a semana de 9 a 12 de setembro.
Segundo o autor da PEC que dá poderes para suspender a eficácia de julgamentos do STF, deputado Reinhold Stephanes Júnior (PSD-PR)há apoio do Centrão e da oposição. “Só a esquerda, PT e Psol, deveria ser contra. Falei com deputados do Republicanos, MDB, PP, Solidariedade, PSD e PL e todos disseram que vão votar a favor dessa PEC”, disse.
Relator da PEC, deputado Luiz Phillippe de Orleans e Bragança (PL-SP) dará parecer favorável sobre a admissibilidade. “A comissão especial é o espaço para discutir mudanças. Esta PEC irá refinar os pesos e contrapesos. Quem for eleito tem toda a legitimidade para questionar o que é constitucional e o que não é.”
Ao contrário dos projetos, o deputado Bacelar (PV-BA) acredita que a oposição não terá dificuldade em aprovar as PECs na CCJ. “O único instrumento que temos é a obstrução, mas com a ausência de presença e pouca gente em Brasília não tem como obstruir a sessão”, comentou. “Até pensei que houvesse um esfriamento dos ânimos, mas há muitos questionamentos sobre o acordo feito com o Supremo e o [Palácio do] Planalto”, afirmou.
O acordo entre Lira, o presidente do SenadoRodrigo Pacheco (PSD-MG)os ministros do STF e o governo prevêem novas regras para utilização de emendas coletivas ao Orçamento e para o crescimento desses recursos. Alguns dos deputados e senadores, porém, dizem que não participaram desse acordo e defendem a mudança do que foi pactuado pela cúpula dos Poderes.
Nos bastidores, os deputados afirmam que a PEC das decisões monocráticas deve avançar e ter instalada uma comissão especial para debater um parecer. O texto já passou pelo Senado e só precisa da aprovação dos deputados para ser promulgado. A outra PEC ficaria parada caso passasse na CCJ, e Lira não instalaria agora a comissão especial. No caso de projetos de lei, eles deverão ser discutidos em plenário pelo presidente.
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