O alto comando global de Coca-Cola Femsamaior engarrafadora do mundo em volume de vendas, disse aos analistas que a empresa terá que abrir uma nova fábrica no Brasil e no México, para atender ao aumento da demanda, e que, neste momento, estão adicionando duas novas linhas de engarrafamento no país, para começar operando no segundo semestre do ano.
A empresa também deu detalhes, até então não mencionados, sobre o tamanho do impacto nos negócios das enchentes no Rio Grande do Sul, em maio, e o impacto não recorrente no balanço, de quase R$ 40 milhões. A tragédia fez com que a empresa tivesse uma margem menor no mundo.
Além da Coca-Cola, fazem parte do portfólio do grupo marcas como Fanta, Sprite, Schweppes, Chás Leão, Sucos Del Valle, Ades, e cervejas como Therezópolis, Eisenbahn, Sol, Kaiser e água mineral Crystal.
Procurada, a empresa ainda não respondeu.
Em teleconferência de resultados do segundo trimestre na sexta-feira (19) para analistas estrangeiros, a administração foi questionada sobre investimentos no Brasil e no México, devido à entrada de sete novas linhas de engarrafamento na América Latina ainda este ano. Ó CEO global, Ian Craig Garciadisse que está tentando “saturar” as instalações atuais, antes de fazer novos desembolsos em projetos.
Sobre as linhas, o chefe da área financeira, Gerardo Cruz Celaya, explicou que, entre esses sete previstos, dois serão no México, dois na Guatemala, dois no Brasil e um na Colômbia. “No México e no Brasil iniciaremos as operações no segundo semestre. O resto já está online.”
Embora esse movimento exista, o CEO admitiu que, eventualmente, serão necessárias uma nova fábrica para a região sudeste do México e até, em algum momento, “um greenfield totalmente novo” (projeto criado do zero) para o Brasil, mas não detalhou o prazo e o foco dos produtos para esse investimento.
Segundo ele, a engarrafadora está executando um plano de expansão da capacidade produtiva iniciado no ano passado, que prevê a criação de 15% de fabricação adicional de 2023 até o final de 2025. Mas na distribuição, ele disse achar que estão “um pouco atrás” nessa área. , e precisa aumentar a distribuição em 30% no mesmo período.
Ó Valor já havia informado, neste mês, que a empresa Uberlândia Refrescos, franqueada do Sistema Coca-Cola, e distribuidora dos produtos da marca nas regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas, investirá R$ 1,5 bilhão na região entre 2024 e 2030. ER$ 860 milhões serão destinados à construção de uma nova fábrica em Uberlândia.
O CEO do grupo também disse aos analistas, em seus primeiros discursos após a abertura da teleconferência, que a margem de lucro operacional da empresa no mundo atingiu 14% de abril a junho, e teria sido de 14,2% se descontados os efeitos das enchentes no estado. do Rio Grande do Sul.
Segundo Garcia, o lucro operacional aumentou 13,8%, para 9,7 bilhões de pesos mexicanos (cerca de US$ 540 milhões) no segundo trimestre, levando a uma rentabilidade de 14% — um ano antes, atingiu 13,9%.
O que aconteceu foi que a Coca Cola Femsa conseguiu se proteger parcialmente dos impactos no Brasil, e dos aumentos de custos globais, evitando um entendimento em relação ao ano passado.
“Assim como no primeiro trimestre, nossa alavancagem operacional e eficiência de custos e despesas nos permitiram proteger as margens compensando despesas extraordinárias relacionadas às enchentes no sul do Brasil, bem como aumentos em frete, mão de obra e manutenção”, disse ele.
Em relação ao Brasil, afirmou que “ao normalizar os efeitos extraordinários relacionados com as inundações no Brasil”, a margem teria passado para 14,2%.
Ainda houve um efeito no trimestre de 400 milhões de pesos mexicanos (US$ 22 milhões), relacionado a uma perda cambial, mas que não foi operacional – ao contrário do que aconteceu no Brasil – impulsionado pela desvalorização dos pesos.
O diretor financeiro Gerardo Celaya também disse aos analistas, ao mencionar a divisão América do Sul, que o lucro operacional cresceu 19,6% na região no período, com margem de 10,1%. Mas o ganho na região foi impactado pela pressão na Argentina e pelos custos com enchentes no Rio Grande do Sul.
Garcia disse ainda que a equipe de supply chain no Brasil adaptou a rede de vendas e distribuição para atender a região, e foram montados dois centros de distribuição em Porto Alegre, que atingiram 90% da base de clientes.
Para a obtenção dos produtos acabados, foram embarcadas mercadorias do Uruguai e da Argentina, além de outras engarrafadoras do sistema Coca-Cola, para mitigar a lacuna temporária de capacidade e ao mesmo tempo buscar a reabertura da base de Porto Alegre.
Por causa da tragédia, ainda foi necessário limpar e retirar mais de 5 mil toneladas de resíduos e produtos acabados perdidos das unidades da empresa. “Estamos trabalhando com nossos parceiros fabricantes de equipamentos para uma reabertura gradual no quarto trimestre do ano.”
Apesar dos problemas, Garcia disse que o volume de vendas no Brasil aumentou 12,1% de abril a junho, mas não informou qual teria sido o aumento se a tragédia não tivesse ocorrido.
O analista do Itaú, Alejandro Fuchs, questionou a empresa sobre os efeitos não recorrentes no Brasil, e estimou um impacto negativo de 200 milhões de pesos no balanço, com as enchentes no Rio Grande do Sul.
“No caso do Brasil, o impacto líquido que absorvemos no trimestre foi de 130 milhões de pesos [US$ 7,2 milhões ou R$ 39 milhões, a câmbio de junho]um pouco abaixo do número de 200 milhões que você tinha em mente”, respondeu o responsável pela área financeira.
consignado para servidor público
empréstimo pessoal banco pan
simulador emprestimo aposentado caixa
renovação emprestimo consignado
empréstimo com desconto em folha para assalariado
banco itau emprestimo