A água muda de cor quando sai da nuvem e encontra fuligem. Fenômeno pode prejudicar a agricultura Um fenômeno surpreendeu moradores de cidades gaúchas na última terça-feira (9/10): chuva negra (ou escura). A mudança de cor é incomum e está diretamente relacionada às queimadas no Brasil e em países vizinhos da América do Sul, como Argentina, Bolívia e Paraguai. Leia também Momento é o mais crítico para incêndios em São Paulo, diz secretário Nas condições atuais, com a propagação dos incêndios e o vento transportando a fumaça, o risco de ocorrência do fenômeno aumenta, explica Guilherme Borges, meteorologista da Climatempo. “A chuva funciona como uma espécie de faxineira, limpando tudo desde o momento em que sai da nuvem. Assim, deixa o ambiente mais limpo, retirando toda a fuligem que encontra pelo caminho. Portanto, se chover e tivermos uma atmosfera suja, a água vai levar tudo para o chão.” Também o meteorologista Willians Bini reforça que a chuva negra só acontece quando a quantidade de poluição no ar é muito elevada. A situação é diferente em cidades como São Paulo, por exemplo, conhecidas pela presença de impurezas, mas em menor grau. “Sabemos que existem zonas assim, mas, tal como agora, estamos a passar por um processo um pouco mais crítico, devido aos incêndios, o que acaba por realçar a cor mais forte da chuva, que retira toda a fuligem na realização da processo de lavagem na atmosfera poluída”. Risco de chuva negra ainda é alto A formação de uma frente fria fraca nos próximos dias aumenta o risco de chuva negra, alerta o meteorologista do Climatempo, em outras áreas do Rio Grande do Sul e também de Santa Catarina. Hoje, essa massa está entrando no Rio Grande do Sul e atuará lá amanhã, mas, na sexta, já está avançando. E, como há essa grande concentração de fumaça e fuligem, não podemos descartar novos registros”, afirma. Chuva negra pode prejudicar a agricultura Além do forte impacto visual, a ocorrência do fenômeno representa risco à atividade agrícola, pois a água da chuva negra está contaminada por fuligem. A chuva contém carbono negro em sua composição, poluente resultante da queima incompleta de biomassa e combustíveis fósseis. “Quando é depositado no solo com a precipitação, prejudica a composição química e a absorção de nutrientes pelas plantas, o que pode resultar em redução significativa na produtividade agrícola do produtor”, afirma Willians Bini. Ele acrescenta que, entre outras consequências, as partículas de fuligem podem formar uma camada superficial nas folhas e reduzir a capacidade de fotossíntese. “Isso afeta o desenvolvimento, favorece o surgimento de fungos e bactérias patogênicas e aumenta a incidência de doenças nas lavouras.”
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