Ainda sem a regularidade necessária, modelos meteorológicos apontam possibilidade de chuvas em setembro A ausência de chuvas na maior parte das regiões produtoras do Sudeste, Centro-Oeste, Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), interior do Nordeste e Grande parte do Norte pode haver mudança de cenário ainda neste mês, já que modelos meteorológicos analisados pelo Rural Clima indicam que há tendência de chuvas a partir de 20 de setembro. Leia mais Chuva negra no RS: o que é e qual a relação com as queimadas no Brasil Incêndios no Brasil: quais as causas e como é monitorada Essa condição tem contribuído para índices emergenciais de umidade relativa em vários estados, manutenção da onda de calor em pleno inverno, a propagação da fumaça resultante das queimadas e, consequentemente, os produtores ficaram preocupados com o plantio da nova safra de soja. Veja se vai chover no seu estado Segundo o agrometeorologista da Clima Rural, Marcos Antonio dos Santos, o país ainda enfrentará pelo menos mais dez dias sem chuvas significativas nesta região central, onde as frentes frias não têm força para entrar. “No entanto, a mensagem é que as chuvas vão começar a chegar”, afirma. A faixa central formada pelas regiões Sudeste e Centro-Oeste terá chuva no próximo final de semana, o que pode amenizar momentaneamente a estiagem. Por outro lado, Santos destaca que o Matopiba e o interior do Nordeste podem continuar sem precipitações. É fundamental destacar que as chuvas previstas para a última semana de setembro “não serão sinónimo de regularização total do regime de chuvas”. As chuvas consolidadas só devem chegar em meados de outubro. Isso significa dias seguidos de chuva generalizada, não apenas aguaceiros isolados. Mesmo que não haja chuvas consolidadas em setembro, o especialista destaca que quando chegarem será diferente de 2023. “Teremos uma colheita com chuvas muito regulares em todo o Brasil”. Próximos dias A partir desta quinta-feira (9/12), uma frente fria avançará sobre a região Sul do Brasil e trará chuvas sobre grande parte das regiões produtoras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Essa precipitação será positiva para as culturas de inverno e para o plantio da nova safra de milho. Até o momento, o tempo seco tem beneficiado a colheita de trigo no Paraná, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), pois antecipou a maturação das plantas e favoreceu a entrada de máquinas. Por outro lado, a produtividade está abaixo do esperado devido à seca e às altas temperaturas. Segundo a Rural Clima, as chuvas neste fim de semana podem atingir Rondônia e extremo oeste de Mato Grosso. Apesar de muito pontuais, os volumes serão essenciais para apagar incêndios na região. O boletim destaca ainda que não deve chover no Centro-Oeste e Norte – com exceção das duas regiões citadas – e em todo o Matopiba. E o La Niña? A última atualização da Organização Meteorológica Mundial (OMM), divulgada nesta quarta-feira (9/11), indica 55% de probabilidade de transição das atuais condições neutras para condições de La Niña entre setembro e novembro. Essa probabilidade aumenta para 60% no período entre outubro de 2024 e fevereiro de 2025. Em junho, essa possibilidade era de 70%. A estimativa segue uma tendência de “adiamento” da chegada do fenômeno destacado em boletins recentes, tanto da OMM quanto da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica), principal órgão de monitoramento dos fenômenos climáticos. La Niña é caracterizada por uma anomalia de temperatura negativa de -0,5 °C ou menos nas águas superficiais das partes central e oriental do Pacífico Equatorial. Via de regra, durante o La Niña, as chuvas diminuem na região Sul e aumentam no Norte e Nordeste. No Sudeste e Centro-Oeste há riscos de períodos frios, com temperaturas abaixo da média histórica. Porém, a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, destaca que desde junho de 2023 houve uma sequência de temperaturas globais excepcionais na superfície terrestre e marítima. Isto significa que mesmo com um La Niña iminente, não mudará a trajetória a longo prazo do aumento das temperaturas globais causado pelas alterações climáticas.
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