Candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, o apresentador de TV José Luiz Datena afirmou em audiência g1 nesta terça (6) que seu sonho na política “é ser senador”. No início do ano, o jornalista despontou como vice-presidente na chapa do candidato Tabata Amaral (PSB)mas tornou-se candidato individual após ingressar no PSDB.
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“Meu principal objetivo, ainda hoje, é ser senador”, disse ele, lembrando de ter ingressado no atual partido a pedido da própria Tabata, que segundo ele buscava mais tempo na televisão.
Datena destacou que não queria filiar-se ao PSDB (anteriormente fez parte do PSB), mas que após ingressar o partido realizou uma série de pesquisas que mostraram que ele tinha potencial para ser eleito prefeito de São Paulo. “Eu também tinha esse direito [de ser candidato]já que foi transferido para o PSDB”, disse.
Ao participar da audiência do mesmo g1, na segunda-feira (5), Tabata Amaral sugeriu traição do PSDB e Datena.
“Ela não disse meu nome. Em nenhum momento traí Tabata. Fui convidado pela Tabata, num escritório de advocacia, para ser seu substituto. Eu queria ser seu vice. Ela já estava negociando com o PSDB a possibilidade de eu desistir. Ela disse que não queria ir para o PSDB. Meu principal objetivo é ser senador. Eu não queria ser prefeito de São Paulo”, destacou o apresentador.
Afastado da TV Bandeirantes, onde apresentou programa policial popular até junho, José Luiz Datena garante que será candidato — depois de ter anunciado o mesmo e ter desistido de última hora nas últimas quatro eleições — para “calar a boca de quem está dizendo que vou desistir” .
“Sinto que há apoio da maior parte do partido, há pessoas interessadas. Agora, quero saber se os outros estão juntos. Esta é outra eleição. A não ser que me matem, porque tem muita gente morrendo de medo”, disse ela.
A candidatura de Datena, se levada até o fim, será uma chapa puro-sangue, tendo como vice o ex-senador José Aníbal, do mesmo PSDB. Na pesquisa mais recente do Datafolha, divulgada no início do mês passado, Datena recebeu 11%. Na liderança estavam o prefeito e candidato à reeleição, Ricardo Nunes, com 24% e o deputado Guilherme Boulos (Psol), com 23%. Tabata ficou com 7% e Marina Helena (Novo), 5%.
Datena ainda não tem propostas concretas para a campanha – repetiu diversas vezes que os técnicos ainda estão a trabalhar nas ideias e nos respetivos números, e que a eleição é apenas em outubro. Mas ele não esconde que sua principal área, aproveitando o sucesso de seu programa de TV, será a segurança pública.
Ele comentou a infiltração do crime organizado nas estruturas do Estado e na prestação de serviços públicos, como as duas empresas de transporte rodoviário de São Paulo investigadas por suspeita de lavagem de dinheiro do grupo criminoso Primeiro Comando da Capital (PCC). Disse que, se for eleito, fará um enorme “pente fino” nos contratos e licitações do município para escrutinar a possível participação do crime organizado.
Datena também criticou o prefeito Ricardo Nunes, citando sua influência na confusão ocorrida durante a convenção do PSDB que referendou seu nome como candidato a prefeito, no dia 27 de julho. O partido ainda está dividido: um lado apoia o prefeito, o outro apoia o projeto Tabata.
“Ele disse que o prefeito teria sua impressão digital impressa sobre a violência que poderia acontecer em nossa convenção. Esses caras jogaram garrafas em mim, me xingaram, tentaram me bater. É o mesmo grupo que apareceu abraçando Ricardo Nunes na convenção dele”, disse.
Por fim, o apresentador disse que seu maior desejo é ser “eleito em primeiro turno”. Caso isso não aconteça e ele fique de fora da rodada final, Datena afirmou que “não apoiará ninguém”.
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