O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou que precisa concentrar todas as suas forças para fazer uma “transição tranquila” na autoridade monetária “para que as pessoas entendam que tudo tem continuidade, que o BC vai perseguir o objetivo, funcionará tecnicamente.”
Campos Neto: ‘Preciso concentrar todas as minhas forças agora para fazer uma transição tranquila no BC’
A declaração de Campos Neto ocorreu em sua participação em evento após questionamento sobre como seria seu futuro fora do BC, já que seu mandato termina no final do ano. O principal candidato para sucedê-lo é o atual diretor de política monetária, Gabriel Galípolo.
Campos Neto respondeu que não quer continuar na esfera pública e que provavelmente irá para uma área de finanças e tecnologia, mas que ainda não tem certeza. Neste contexto, afirmou que precisa concentrar forças na transição. “Fazemos uma transição suave para ganhar maturidade, melhorar a institucionalidade, para melhorar a situação daqueles que vierem depois de mim.”
Ao falar sobre a condução da política monetária, o presidente do BC afirmou que “entendeu e continua entendendo que agora é importante esperar. Há um valor em esperar, ver os dados.” Segundo ele, a mensagem que o BC vem tentando transmitir é a mesma dada na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada no final de julho.
O presidente do BC afirmou que a autoridade monetária “corrigiu” alguns entendimentos entre o comunicado e a ata. “Desde então, temos comunicado a mesma coisa. Tivemos alguns números mais fortes localmente e houve uma situação externa que penso que caminha para um resultado melhor, apesar da volatilidade recente.”
Campos Neto destacou que a mensagem continua muito parecida com a da ata da última reunião do Copom “de que faremos o que for preciso, que se precisarmos aumentar os juros, aumentaremos os juros, o que decidimos não fazer um guidance aberto, entendemos que o BC ficará dependente da data [dependente de dados] e houve muita volatilidade ao longo do caminho, e precisamos agir com cautela.”
Na última reunião do Copom, o conselho não sinalizou movimentos para o futuro, informando que este é um momento de cautela e que avaliará a melhor estratégia. Segundo a ata, a primeira seria manter os juros “por tempo suficiente” para levar a inflação à meta no horizonte relevante, atualmente o primeiro trimestre de 2026. Na segunda, o comitê afirmou que “não hesite” em aumentar as taxas de juro para garantir o cumprimento da meta de inflação “se considerar apropriado”.
Campos Neto explicou que após a decisão que dividiu os membros do Copom em maio, passou a existir um prêmio de risco baseado na percepção de que a decisão não foi técnica, mas política. Com base nesse entendimento, o presidente do BC disse que o colegiado chegou à conclusão de que precisava passar a mensagem de que as decisões eram técnicas. “Construir credibilidade não se trata de uma ou duas reuniões, trata-se de um processo de decisão que é técnico, bem explicado e bem comunicado.”
O presidente do BC também comentou sobre o cenário externo que, na sua avaliação, melhorou. Para ele, o cenário que prevalece atualmente é de um pouso suave ou de “desaceleração organizada” nos EUA. A ata apontou que o cenário externo era “adverso” e citou a incerteza sobre os “impactos e extensão da flexibilização monetária nos Estados Unidos”.
Campos Neto disse ainda que globalmente há uma dessincronização da política monetária, mas uma sincronização da percepção de “abismo fiscal, ou pelo menos uma melhoria fiscal no mundo”. O presidente do BC disse que tem falado sobre uma desaceleração fiscal em várias partes do mundo nas reuniões dos bancos centrais. “É curioso que essa desaceleração seja menor do que os mercados gostariam quando olhamos há um ano, mas é mais do que pensávamos há 2, 3 meses e o Brasil está numa situação um tanto parecida com essa. Você tem uma desaceleração fiscal, acho que está ordenada.”
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