O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que a política fiscal tem influência nas expectativas de inflação e na curva de juros futura. “O governo tem feito um esforço enorme nesse sentido, mas o mais difícil da economia brasileira é regular o sistema tributário”, disse.
Em evento em São Paulo, ele reforçou que a harmonia entre as âncoras fiscal e monetária é muito importante no caso brasileiro. Sobre os dados recentes, comentou que o último número da inflação teve melhor qualidade, “mas ainda precisamos ter convergência adicional” na inflação.
Comentou ainda que, para 2025, há uma pequena revisão em baixa nas projeções macroeconómicas, “mas com todos os índices da economia bastante fortes no topo”. Lembrou ainda que o país tem uma massa salarial crescente “e há preocupação se isso é inflacionário ou não”.
Campos Neto também mencionou a questão das apostas desportivas, as chamadas “apostas”, que se tornaram uma parte muito relevante do orçamento das famílias de classe média e há receio de que isso possa levar a um maior endividamento familiar.
Questionado no início de sua participação sobre seu legado à frente da autoridade monetária, Campos Neto afirmou que o legado não é só dele, já que no BC o trabalho é feito em equipe. Ainda assim, ele citou como legado a questão da inovação, da adoção de novas tecnologias e do aumento da transparência na comunicação. “O BC é uma instituição forte, tem autonomia, e estamos lutando pela autonomia financeira”, comentou.
Ao comentar se seu sucessor, Gabriel Galípolo, poderá sofrer menos pressão do governo do que ele – já que foi nomeado pelo governo Lula, Campos Neto afirmou que quando fazia a transição com Ilan Goldfajn, para ingressar no BC, comentou ao antecessor que o cenário pareceria calmo. “Ilan comentou comigo que não há calma em BC”, disse ele. Segundo ele, Galípolo deve sofrer pressão. “A pressão faz parte, o Galípolo vai passar por pressão como eu passei”.
Ele repetiu comentários que já havia feito antes, dizendo esperar que seu sucessor não fosse julgado pela camisa que usou no dia das eleições ou pelos jantares aos quais concordou em participar, mas sim pelas decisões técnicas que tomou. “Faz parte do BC agora, em alguns casos, conviver com um Poder Executivo que não foi aquele que o nomeou”, comentou, dizendo que Galípolo pode ter que conviver, lá na frente, com um presidente diferente.
Sobre tamanha atenção dada ao BC, Campos Neto afirmou esperar que, com a maturidade institucional, “com o tempo, o presidente do BC seja menos conhecido e menos comentado”.
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