O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, disse ao Valor este domingo que o “caminho natural” é a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, herdar a candidatura do presidente Joe Biden, depois de o democrata ter desistido de concorrer à reeleição.
Para Amorim, esse é o entendimento de “Biden e outros” dentro do Partido Democrata Americano.
“Acho que o caminho natural é para Kamala. Eu, Biden e outros. Acho que é natural”, disse o chanceler do primeiro governo Lula (2003-2010). “Sabemos que na política nem sempre prevalece o que é justo, mas seria muito injusto [Kamala não ter direito a se candidatar].”
Amorim esteve na semana passada em Washington, onde se reuniu, entre outras autoridades, com o conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan, para discutir temas como as eleições na Venezuela, a situação na Faixa de Gaza e a crise política no Haiti.
Para o Valor, ele disse que não havia falado com Sullivan sobre a situação de Biden. Mas disse ter a percepção de que estava “entendido” que o presidente desistiria da reeleição. E que, na Casa Branca, existia um clima de “grande incerteza” quanto à continuação da candidatura do atual presidente.
“Eu esperava que isso acontecesse de alguma forma. Achei muito difícil. Com todo o respeito e até simpatia que temos por ele [Biden], mas foi difícil. Não posso julgar a situação de saúde. Penso que devido ao clima que se criou em torno do quadro da saúde, parecia inevitável [que Biden desistiria]”, afirmou.
“Obviamente, estava implícito, talvez [a desistência de Biden]. Mas eu não falei com ele [Sullivan] não há tempo. Em nenhum momento confirmado. Mas obviamente houve um momento de incerteza.”
Questionado se, com a desistência de Biden, aumentam as hipóteses de os democratas vencerem as eleições, Amorim respondeu que “era esse o clima que existia” dentro do partido. E que o próprio Biden entendeu assim.
“Essa atmosfera que existia ao redor deles o levou [Biden] próprio entendimento desta forma [que sua renúncia aumentaria as chances de vitória]. Ele tem mais elementos para entender do que eu. Então eu acho que sim [aumentam as chances de vitória democrata]”, afirmou.
Biden vinha sendo pressionado para se retirar da corrida presidencial desde o seu fraco desempenho no debate contra o republicano Donald Trump, no final de junho. O presidente repetiu no programa lapsos de memória que já havia demonstrado em aparições públicas, transmitindo um sentimento de fragilidade ao público americano.
Somado a isso, o ataque sofrido pelo republicano em comício no dia 13 de julho aumentou ainda mais a sensação de que a derrota de Biden era iminente.
A gota d’água para a candidatura de Biden parece ter sido o anúncio de que ele tinha Covid no final da semana passada. A doença deixou o presidente impossibilitado de participar em eventos públicos, enquanto a candidatura de Trump ganhou novo impulso com o seu discurso na convenção republicana após o ataque na Pensilvânia.
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