O Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinhoafirmou nesta segunda-feira (26) que o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados Julho, que será divulgado esta semana, “vem bem” e trará, para os sete meses de 2024, números superiores aos dos 12 meses do ano passado.
Em evento no BNDES, Marinho argumentou que a melhora no mercado de trabalho não pode servir de justificativa para o Banco Central aumentar os juros.
“O Caged de julho está indo bem. Nos 7 meses deste ano há um número superior ao dos 12 meses do ano passado”, afirmou durante o seminário internacional “Desenvolvimento e Mundo do Trabalho”, na sede do banco de desenvolvimento, no centro de Rio.
Segundo o ministro, a indústria acompanhou o crescimento dos demais setores da economia, com a criação de empregos nos últimos sete meses também superior à do ano passado. “Destaco o papel da indústria porque ela tem a capacidade, através do seu crescimento, de influenciar a qualidade do mercado de trabalho e a valorização dos salários”, afirmou.
O mercado de trabalho formal fechou 2023 com a criação de 1.483 milhões de empregos com carteira assinada, o menor desde 2020, segundo dados do Caged. Nó primeiro semestre deste anoforam abertos 1,3 milhão de vagas formais.
Para uma plateia de representantes dos centros trabalhistas, Marinho também defendeu, nesta segunda-feira, um esforço para alcançar ganhos reais nos salários, especialmente no salário mínimo para as categorias. “Neste momento o mercado está em franca expansão graças ao projeto liderado pelo presidente Lula. O debate sobre o novo PAC, as políticas públicas de aumento do salário mínimo e do imposto de renda, tudo isso corrobora o processo de retomada do crescimento econômico”, afirmou.
O ministro aproveitou o discurso para “chamar a atenção” do Banco Central que o aquecimento do mercado de trabalho e a melhoria do rendimento médio dos trabalhadores não podem servir de “pretexto” para o Banco Central falar em aumento dos juros .
“O Banco Central precisa aprender que não existe apenas uma forma de combater a inflação, que é a forma de restringir o crédito e aumentar os juros. A inflação também pode ser controlada com oferta, com mais produção. É mais produção para controlar a inflação, mais distribuição, mais capacidade de compra para a classe trabalhadora do país. Porque há espaço para isso”, defendeu.
Marinho disse ainda que a capacidade de produção instalada no país não está totalmente ocupada, o que dá espaço para o crescimento da produção, segundo ele. “É isso que pode combater a inflação sem ter que recorrer ao aumento dos juros ou à restrição do crédito. Precisamos de mais crédito para a produção.”
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