A operadora Brasil Tecpar fechou nesta quinta-feira (22) sua segunda aquisição neste ano com a compra do controle da GGNET Telecom por R$ 375,7 milhões. Desse total, quase dois terços serão pagos à vista, em dinheiro, e o restante, em ações da holding gaúcha. A GGNET possui aproximadamente 132 mil acessos de banda larga fixa em Santa Catarina e no Paraná e também atua no mercado corporativo (B2B) sob a marca ALT Telecom.
A Brasil Tecpar adquiriu 57,4% da GGNET, assumindo uma dívida de aproximadamente R$ 100 milhões. Por contrato, a holding gaúcha também tem a opção de adquirir os 42,6% restantes do capital da GGNET nos próximos anos, a um preço pré-definido.
Com a aquisição, ainda sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a base de assinantes da Brasil Tecpar passa de 690 mil para um total de 822 mil clientes. Com base nos dados compilados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) referentes ao mês de junho, a operação coloca a holding gaúcha na lista das dez maiores provedoras de banda larga fixa do país —a empresa ocupou a 11ª posição no meio do ano.
Somente em 2023, a Brasil Tecpar realizou dez aquisições. As duas últimas realizadas no ano passado — a compra da Blink Telecom e da JustWeb, ambas em Minas Gerais — agregaram cerca de 190 mil assinantes à sua base.
Este ano também poderá ocorrer a compra de uma terceira empresa, após as aquisições da Nova Telecom (julho) e da GGNET (agosto), afirma o presidente da Brasil Tecpar, Gustavo Pozzebon Stock.
“Não sei se haverá tempo. Se acontecer, seria apenas um”, sublinha o executivo, acrescentando que as negociações estão numa fase avançada.
Com um número menor de fusões e aquisições neste ano, a holding concentrou seus esforços em outras prioridades: obtenção de registro de companhia aberta e captação de recursos no mercado financeiro. A Brasil Tecpar concluiu neste mês a emissão de R$ 546 milhões em debêntures incentivadas de infraestrutura, com carência de três e cinco anos.
Em março, protocolou pedido de registro de companhia aberta na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que foi homologado pelo órgão regulador do mercado de capitais em 27 de maio. Stock ressalta, porém, que a Brasil Tecpar não tem intenção de realizar realizar uma oferta pública inicial (IPO) de ações. Em 2021, as operadoras regionais Brisanet, Deskop e Unifique abriram capital na B3, mas suas ações atualmente são negociadas abaixo do preço de estreia na bolsa.
“Há algum tempo pensávamos que [abrir o capital] seria a melhor alternativa. Com o passar do tempo, com as mudanças no cenário nacional e internacional, passamos a ver [o IPO] não é mais a melhor opção”, explica Stock.
A estratégia de financiamento da empresa continuará focada na contratação de financiamentos e na emissão de novas debêntures. Há também uma terceira opção para capitalizar o Brasil Tecpar: “Estar entre as cinco maiores [operadoras de banda larga fixa do país] até 2027 precisaremos continuar captando recursos e emitindo debêntures; continuar com operações bilaterais [financiamento]. Fora isso, continuamos em busca de parceiro”, enumera o executivo.
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