Depois de uma quinta-feira sem medalhas de ouro, o Brasil subiu duas vezes ao lugar mais alto do pódio nesta sexta-feira (6) dos Jogos Paralímpicos, e com dois bicampeões, a judoca Alana Maldonado e o nadador Talisson Glock.
No total, a delegação conquistou oito medalhas no dia, fechando com 70 pódios, muito próximo do recorde total de 72 alcançado em Tóquio-2020 e Rio-2016.
O Brasil termina o dia na sétima colocação, ultrapassando a Ucrânia, com 17 ouros, 22 pratas e 31 bronzes.
Na Arena Campo de Marte, a judoca Alana Maldonado repetiu o título de Tóquio-2020 ao superar a chinesa Yue Wang na final do até 70kg feminino, categoria J2.
“Nós nos enfrentamos três vezes este ano [antes]. Foram todas lutas corpo a corpo, bem disputadas, mas acabei perdendo as três”, disse ele, antes do confronto. “Mas hoje é o dia”, alertou.
A paulista é a única campeã paraolímpica feminina de judô no Brasil. Após a prova, Alana lembrou que foi justamente após uma luta em 2023 contra Wang que sofreu uma lesão que a deixou fora de ação por quase um ano. “Durante o tempo que estive fora, precisei me desconectar dos tatames para recarregar as energias. Aproveitei esse tempo para voltar com força total”, disse ela.
Os judocas são separados em duas categorias de deficiência visual: J1 (totalmente cegos ou com percepção luminosa) e J2 (atletas que conseguem definir imagens). Em Paris, é a primeira vez que a modalidade é dividida na classificação.
“Hoje um J1 lutando contra um J2 é uma desvantagem, com a separação podemos equalizar forças”, disse Alana.
Quem se beneficiou com a separação das categorias foi Brenda Freitas, que também conquistou a medalha de prata no peso até 70 kg, mas na categoria J1.
Em uma luta tensa, ela ainda aplicou um golpe que lhe daria a nota máxima (ippon), mas o VAR do judô reverteu o golpe. No “placar de ouro”, na prorrogação, ela foi derrotada pela chinesa Li Liu.
Um dos rituais de Brenda antes de subir no tatame é ouvir uma playlist, mas duas músicas se destacam em sua seleção: “Uma é um elogio e a outra é da Rebelde porque sou louca por Rebelde”, disse ela rindo após o semifinal.
Aos 11 anos, Brenda foi ao show do RBD no Maracanã e voltou para casa com fortes dores de cabeça. No dia seguinte, ela não conseguia mais enxergar. O diagnóstico foi herpes ocular, na região da retina, com gatilho emocional.
Na natação, o dia começou com a previsível eliminação de Gabriel Araújo nos 50 m livre da categoria S3 – o brasileiro é de uma classe abaixo, a S2, para nadadores com deficiência física mais grave.
Talisson Glock conquistou seu bicampeonato paralímpico nos 400 m livres da classe S6 – foi a quarta medalha do brasileiro na piscina da Arena La Défense, antes de conquistar uma prata e dois bronzes.
Pouco depois, Gabriel Bandeira conquistou a prata nos 100 m costas, categoria S14 (já tinha duas medalhas de bronze).
No atletismo paralímpico também houve uma marca histórica. O Brasil alcançou 200 pódios na modalidade com três medalhas nesta sexta-feira. Dois conquistaram a prata: Zileide Cassiano no salto em distância T20 (deficiência intelectual), com 5,76 metros, e Thiago Paulino no arremesso de peso classe F57 (competidores sentados), com 15,06 metros. Paulino foi bronze na mesma prova em Tóquio, há três anos.
A outra medalha foi o bronze, de Antônia Keyla nos 1.500 metros, classe T20. Seu tempo foi de 4min29s40, novo recorde nas Américas.
No levantamento de peso, Maria de Fátima Castro conquistou o bronze na categoria até 67 kg, com levantamento de 133 kg, nove abaixo da medalhista de ouro, Tan Yujiao, que quebrou o recorde mundial. Maria de Fátima tem uma malformação congênita nas pernas.
Na canoagem, três brasileiros garantiram vagas na final: Luis Cardoso Silva no caiaque KL1 de 200 m (que usa apenas os braços para remar) e Fernando Rufino e Igor Tofalini na canoa VL2 (que usa tronco e braços para remar). A final de Silva é neste sábado, e a de Rufino e Tofalini, no domingo. Rufino conquistou o ouro em Tóquio.
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