Depois do susto de “venda” global no início da semana, o Bitcoin (BTC) volta a operar acima de US$ 57 mil nesta quarta-feira (7). A maior criptomoeda reage na mesma direção que os mercados de ações globais, que sobem após o vice-presidente do banco central do Japão, Shinichi Uchidaafirmar que a autoridade monetária não aumentará mais as taxas de juros enquanto o mercado financeiro global é instável.
As declarações vão na contramão dos indícios que levaram ao colapso dos ativos de renda variável na madrugada desta segunda-feira (5). Na altura, os investidores fecharam massivamente posições de “carry trade” em que tomavam emprestados ienes a juros zero para os converter em dólares e comprar activos em países cujas taxas oferecem retornos mais elevados, lucrando com a diferença entre os juros recebidos e os juros pagos. Isto ocorreu depois que o Banco do Japão (BoJ) aumentou as taxas de juros para 0,25% ao ano, no nível mais alto desde a crise de 2008, e indicar novos aumentos de taxas.
Por volta das 9h58 (horário de Brasília) o bitcoin subia 4,6% em 24 horas, cotado a US$ 57.291 e o ether, moeda digital da rede Ethereum, subia 1,4%, a US$ 2.474, segundo dados da CoinGecko. O valor de mercado combinado de todas as criptomoedas do mundo é de US$ 2,1 trilhões. Em reais, o bitcoin valoriza 3,26% a R$ 324.405, enquanto o ether registra leve variação negativa de 0,01% a R$ 13.946 segundo valores fornecidos pela MB.
Entre as altcoins (criptomoedas que não são bitcoin), solana (SOL) sobe 11,3% para US$ 153,43, BNB (token Binance Smart Chain) sobe 3,4% para US$ 492,02 e Avalanche (AVAX) avança 3,9% para US$ 21,08.
Entre os fundos negociados em bolsa bitcoin à vista (ETFs) que operam nas bolsas de valores americanas, ontem um saldo líquido negativo de US$ 148,6 milhões. Quem liderou as saídas foi a FBTC, da Fidelidade, com US$ 64,5 milhões em vendas de cotas excedentes em relação às compras. Entre o ETFs spot ether, saldo foi positivo, totalizando US$ 98,4 milhões. O principal responsável pela entrada de capitais foi a ETHA, de Pedra Pretacom US$ 109,9 milhões.
Segundo Beto Fernandes, analista da Foxbit, a queda de segunda-feira foi muito mais motivada pelo pânico do que pelos fundamentos. “É óbvio que a situação económica americana não é simples, e o aumento das taxas de juro no Japão também ajudou a esta desconfiança generalizada, mas um grande volume de capital estava pronto para comprar a queda“, ele afirma.
Na opinião de Fernandes, os próprios dados do ETF mostram o quão resilientes são os investidores institucionais. “Mesmo com a queda, os fundos spot de bitcoin tiveram uma saída de ‘apenas’ US$ 168 milhões. Por conta da queda, havia expectativa de uma retirada consideravelmente maior”, explica.
Utilizando análise técnica, Fernando Pereira, analista da Bitget, destaca que o índice MVRV (Market Value and Realized Value) mostra que os níveis de perdas acumuladas dos traders de criptomoedas hoje são maiores do que quando a corretora FTX entrou em colapso. “O mercado nunca esteve tão desalavancado. Este é um sinal de fundo de curto prazo, o mercado deve ficar mais calmo durante a semana”, avalia.
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