O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barrosomarcou um almoço para esta terça-feira (20) para iniciar as negociações sobre a decisão de suspender o pagamento de emendas parlamentares. Na semana passada, os ministros endossaram por unanimidade três liminares para Flávio Dino a esse respeito.
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Além de todos os ministros da Corte, foram convidados representantes do governo e do Congresso. A ideia do encontro é estabelecer um canal de diálogo para ouvir as propostas dos parlamentares e estabelecer formas de dar mais transparência na distribuição do orçamento público. Em decisão unânime, o STF manteve as liminares de Flávio Dino, suspendendo as emendas parlamentares impostas ao Orçamento até que o Congresso aprove novas regras de “transparência, rastreabilidade e eficiência”. O voto do relator foi seguido pelos demais membros da Corte.
A decisão envolveu diversos tipos de alterações orçamentárias, incluindo a chamada “emenda Pix”, que pode ser repassada por meio de convênios ou diretamente da União para Estados e municípios, sem indicação de finalidade específica. Em 2024, as alterações totalizam R$ 56 bilhões.
Em seus votos, o ministro sugeriu a possibilidade de conciliação. O Supremo Tribunal não pretende impor um modelo. A intenção, com as decisões de sexta-feira, era sinalizar que do jeito que estava, não poderia continuar.
“Conversaremos com os representantes do Legislativo e do Executivo, à luz dos princípios que devem nos unir a todos e estão na Constituição: integridade, transparência, controlabilidade, interesse público e eficiência. é sempre possível encontrar uma boa solução. Este é o espírito que nos anima”, disse Barroso numa mensagem enviada para. Valor.
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O Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG)já confirmou presença, mas o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL)ainda não se manifestou. O Palácio do Planaltopor sua vez, nomeou o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o procurador-geral da União, Jorge Messias, para representarem o governo na negociação.
Rui Costa foi escolhido por ter bom relacionamento com Lira, um dos nomes mais interessados em restabelecer as emendas. Na semana passada, o presidente da Câmara chegou a procurar o ministro da Casa Civil para reclamar da postura do governo na questão das emendas.
Parlamentares acreditam que o governo teve influência nas decisões de Dino, já que ele foi indicado para a Corte pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e é considerado um nome de confiança do petista. O Planalto nega e diz que também ficou surpreso.
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