A decisão do conselho mostra que o cenário nacional e internacional exige cautela O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve a taxa básica de juros, a Selic, em 10,50% ao ano, em decisão unânime ontem. No comunicado da decisão, o colegiado destacou que tanto o cenário doméstico quanto o internacional exigem “ainda maior cautela” na condução da política monetária. A necessidade de mais cautela do que em junho, quando o Copom interrompeu o ciclo de queda dos juros iniciado em agosto de 2023, aparece em dois momentos do comunicado. Veja também: Primeiro, ao falar sobre o equilíbrio de riscos, o comitê destacou que as situações domésticas e internacionais exigiriam atenção “ainda” maior. “Em particular, os impactos inflacionistas resultantes de movimentos nas variáveis de mercado e nas expectativas de inflação, se estes se revelarem persistentes, corroboram a necessidade de maior vigilância.” Em junho, houve avaliação de incerteza sobre as circunstâncias e de que exigiriam “maior cautela”, sem a presença do “ainda”. Desde a última decisão, a mediana das expectativas do mercado para a inflação subiu de 3,96% para 4,10% em 2024 e de 3,84% para 3,96% em 2025, segundo projeções coletadas no relatório Focus. A meta para este ano é de 3%, mesmo nível contínuo de 2025 em diante. Nesse contexto, o Copom alterou o equilíbrio de riscos dos seus cenários de inflação. Embora nos anúncios anteriores houvesse dois riscos positivos e dois riscos negativos para o cenário de inflação e as expectativas de inflação, agora existem três riscos positivos e dois negativos. O segundo momento em que surge a necessidade de “ainda maior cautela” é numa nova avaliação dos cenários globais, descritos como “incertos”, e domésticos, “marcados pela resiliência da atividade, projeções de inflação crescente e expectativas não ancoradas”. Nestes casos, o painel destacou a exigência de “monitoramento diligente e ainda maior cautela”. O IPCA-15 subiu 0,30% em julho, acima da mediana das expectativas coletadas pelo Valor Data, de 0,23%. Em 12 meses, o resultado acumulado foi de 4,45%. Ao tratar da situação das contas públicas, o Copom destacou que “a percepção dos agentes econômicos sobre o cenário fiscal, juntamente com outros fatores, tem impactado os preços dos ativos e as expectativas dos agentes”. Além disso, o colegiado continuou a sublinhar que acompanha de perto como a evolução da política fiscal afeta a política monetária e os ativos financeiros. Projeções As projeções do Copom para a inflação passaram de 4% para 4,2% em 2024 e de 3,4% para 3,6% em 2025 no cenário de referência, que considera a taxa de juros do relatório Focus. No cenário alternativo, em que a Selic permanece constante no horizonte relevante, a inflação seria a mesma neste ano e permaneceria em 3,4% em 2025. Pela primeira vez, o colegiado apresentou uma projeção para 2026, de 3,4% no cenário de referência e 3,2% no cenário alternativo para o primeiro trimestre do ano. Segundo o BC, a apresentação da projeção para este período, seis trimestres à frente, “o atual horizonte relevante da política monetária”, está de acordo com o novo sistema de metas contínuas de inflação. O que é a taxa Selic e como ela impacta o agronegócio? Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. Basicamente, influencia as demais taxas de juros do país, como as cobradas em empréstimos e financiamentos, e também afeta o retorno das aplicações financeiras. Selic é a sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia, programa virtual no qual títulos do Tesouro Nacional são comprados e vendidos diariamente por instituições financeiras. Quem decide o valor da taxa Selic? É o Comitê de Política Monetária do Banco Central. Reúne-se a cada 45 dias para decidir se a Selic aumenta, diminui ou permanece estável. Como a Selic impacta o agronegócio? No curto prazo, a alteração ou manutenção da Selic tem pouco impacto no agronegócio. Mas é ela quem direciona os juros do Plano Safra e fixa os juros cobrados pelos bancos nos empréstimos e os juros pagos nos investimentos. Basicamente, se as taxas de juro forem mais baixas, há mais estímulo à actividade económica. Se estiverem altos, geralmente ocorre um retrocesso. Efeitos da Selic na Taxa de Câmbio A taxa Selic também impacta a taxa de câmbio, o que afeta diretamente o agronegócio, principalmente os exportadores. Taxas de juros mais altas atraem investimentos estrangeiros para os títulos da dívida pública do governo brasileiro e, como resultado, a relação entre o dólar e o real deverá tornar-se mais estável. Quando os juros sobem, o real tende a subir e tornar as exportações mais lucrativas para o setor. Quando os juros caem, há uma desvalorização do real frente ao dólar, o que, neste caso, é benéfico para a importação de fertilizantes e outros insumos, por exemplo.
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