Ó Banco Central pretende colocar em prática a regulamentação de funcionamento das empresas que atuam no mercado brasileiro de criptoativos no início de 2025, estabelecendo um prazo para que os atuais participantes cumpram as normas.
A previsão foi dada por Nagel Paulinochefe de unidade do departamento de regulação do Banco Central e responsável pela regulação dos prestadores de serviços de ativos virtuais (VASPs), que participou hoje do Blockchain.Rio.
“Neste semestre faremos uma segunda consulta pública aos textos normativos sobre Vasps e finalizaremos as minutas. A estratégia regulatória deverá estar pronta para começar a ser implementada no início do próximo ano”, afirmou Paulino.
A primeira consulta pública foi realizada pelo BC, de dezembro do ano passado a fevereiro passado, “para alinhar o desenho regulatório à realidade do mercado local”, disse Paulino, acrescentando que o relatório oficial da consulta pública será divulgado “em breve” .
“O Banco Central já tinha um desenho regulatório, mas a estrutura era em grande parte baseada em referências internacionais. O ecossistema local de prestadores de serviços ativos virtuais tem particularidades”, ponderou Paulino. “O objetivo do BC ao ouvir as manifestações não é criar uma estrutura regulatória refratária”, enfatizou. Ele reforçou ainda que as consultas públicas envolvendo criptoativos passaram a ser utilizadas por órgãos reguladores de todo o mundo.
“A tokenização está em desenvolvimento no mercado, mas em termos regulatórios ainda precisa ser melhor discutida pelo Banco Central e pela CVM”, destacou. “O esforço de ouvir soma-se nesse sentido.”
Entre os próximos passos da autoridade reguladora está uma consulta específica sobre regras tarifárias e provedores de liquidez e, em outro momento, discutir stablecoins, criptomoedas pareadas com ativos reais, como moedas fiduciárias. No Brasil, as operações com “criptos dólar”, como são chamadas as stablecoins atreladas à moeda americana, têm chamado a atenção das autoridades pelo alto volume transacionado.
Também presente no evento o Deputado Federal Áureo Ribeiro (SOL-RJ), responsável pelo Marco Legal dos Criptoativos, aprovado no final de 2022 e que entrou em vigor em junho do ano passado, afirma que o resultado da consulta pública também será importante para que novos projetos de lei, decorrentes da os debates da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Pirâmides Financeiras, que investigou o mercado de criptomoedas, podem avançar.
“O Brasil avançou com a criação do marco regulatório para criptoativos e, mais recentemente, com a discussão da segregação de ativos. Mas o trabalho é criar um marco regulatório que permita o crescimento do mercado e atraia a atenção dos investidores globais. aguardamos o resultado da consulta pública do BC para dar continuidade à construção desse ambiente transparente e seguro”.
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Netotambém esteve presente no Blockchain.Rio, falando sobre o agenda de inovação da autarquia e caminhos para tokenizar a economia no Brasil.
“pix, finanças abertas e Drex [o real digital] são criados dentro do Banco Central a partir do entendimento de que a intermediação financeira do futuro é guiada por grandes blocos tecnológicos que conversam entre si e com sistemas transfronteiriços”, afirmou. “O entendimento de que a economia está migrando para a tokenização é já é algo debatido há muito tempo dentro do BC.”
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