Os parlamentares exigiram um plano de ação para conter efetivamente o incêndio. A Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) definiu total apoio à aprovação de um pacote de propostas legislativas que endurecem as punições para crimes incendiários, principalmente aqueles que devastam plantações e áreas de vegetação natural. Leia também Incêndios no interior de São Paulo: o que se sabe até agora SP terá linha de crédito a juros zero para produtores atingidos por incêndios Incêndios criminosos precisam ser tratados com rigor, diz ministro A bancada também exigiu um plano de ação estruturado da União governo, em conjunto com os executivos estaduais e municipais, para conter o incêndio de forma imediata e eficaz. O movimento é uma reação à onda de incêndios que se espalha principalmente pelo Estado de São Paulo e já causou mais de R$ 1 bilhão em prejuízos, principalmente aos produtores de cana-de-açúcar. Nesta terça-feira (27/8), o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR) criticou a postura adotada pelo governo federal e as acusações de envolvimento do próprio setor agropecuário na origem do incêndio. O principal alvo foram declarações da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que comparou o episódio do fim de semana em São Paulo ao “Dia do Fogo”, ocorrido em 2019 no Pará, uma ação de grileiros e produtores para atear fogo em áreas do Amazônia. “É um absurdo, mas quem é o adversário preferido do governo? Estamos preocupados que a ministra do Meio Ambiente não possa ter um discurso irresponsável como o que fez sobre o Dia do Fogo. conversa com jornalista após reunião semanal da bancada. Ele disse que o “maior e único afetado” pelas queimadas é o agronegócio. Dados da Organização das Associações Brasileiras de Produtores de Cana-de-Açúcar (Orplana) repassados à FPA mostram que mais de 80 mil hectares de cana em pé e em crescimento foram consumidos pelo fogo, com prejuízos superiores a R$ 500 milhões, em estimativas parciais. “Onde teremos envolvimento nisso? Quem mais está combatendo esses incêndios são as brigadas dos produtores de cana, das usinas, dos produtores de eucalipto. Para nós é o pior cenário possível”, comentou. “Temos que descobrir quem está fazendo isso, porque não é aleatório. Não consigo entender que seja aleatório.” Lupion defendeu uma investigação rigorosa dos responsáveis pelos incêndios e disse que o governo precisa dar respostas. Ele criticou, por exemplo, a suspensão de atividades de carreira ligadas ao Meio Ambiente, como funcionários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Foram mais de 200 dias de paralisação, mesmo com a previsão de alertas de incêndio feita pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), disse a FPA. Não há intenção, por parte da FPA, de criar uma “CPI do Fogo”, mas a bancada deve apoiar um pedido de convocação da ministra Marina Silva para prestar esclarecimentos no Congresso Nacional. “O governo tem que explicar. Conseguiram transformar até o termo. No governo passado falavam em incêndio, agora é incêndio. A participação do governo, que tanto nos criticou no passado por causa dos incêndios, dizendo que a culpa foi do governo, hoje vemos um silêncio ensurdecedor. Vamos responsabilizar os responsáveis”, disse Lupion. Pacote antiincêndio O pacote de projetos apoiados pela FPA para aumentar a punição aos responsáveis por incêndio criminoso inclui as seguintes propostas: PL 3304/24: De autoria dos deputados Matheus Laiola (União-PR), Bruno Lima (PP-SP), Fred Costa (PRD-MG) e Marcelo Queiroz (PP-RJ), a proposta aumenta a pena do crime de atear fogo em florestas ou outras formas de vegetação para reclusão de seis a dez anos, além de multa. PL 3311/24: De autoria do deputado Juninho do Pneu (PP-RJ), o projeto aumenta a pena (6 para 10 anos) para a prática intencional de atear fogo em área de mata, expondo a perigo a vida coletiva e a saúde pública. PL 3300/24: De autoria do deputado Marangoni (União-SP), a proposta aumenta de um terço à metade a duração da pena se o fogo se espalhar por áreas urbanas ou rurais de mais de um município, resultando em danos ambientais de grande porte ou afectar significativamente a segurança pública, a saúde da população ou a economia local. PL 3299/24: De autoria do deputado Marangoni (União-SP), o projeto prevê aumento de penas quando incêndio criminoso atingir mais de um município. “Neste momento crítico, é fundamental intensificar a sensibilização da população, tanto rural como urbana, para os riscos do tempo seco e para as graves consequências do uso inadequado do fogo”, afirma a FPA, em comunicado. Todas as propostas foram apresentadas na Câmara dos Deputados nesta segunda-feira (26/8).
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