O aumento de capital de até R$ 2,5 bilhões anunciado, quarta-feira (14), por Equatorial será utilizado para resolver parte do financiamento para a compra de 15% do Sabesp. “Os recursos serão destinados ao financiamento da aquisição da Sabesp e à otimização da estruturação de capital da empresa”, disse Augusto Miranda, presidente da empresa, em teleconferência com analistas, realizada nesta quinta-feira (15).
O aumento de capital anunciado prevê preço por ação de R$ 32,50. A aquisição da Sabesp deverá totalizar R$ 6,8 bilhões. A Equatorial contratou um empréstimo-ponte de R$ 5,6 bilhões, com prazo de 18 meses, para financiar o valor.
Segundo o vice-presidente financeiro, Leonardo Lucas, a empresa entendeu que o momento era oportuno para considerar parte do financiamento. “Sempre que surge um processo de aquisição transformacional, [a empresa] procura garantir um ‘financiamento’ que nos dê tempo para, dentro da janela, considerar as coisas, o que não nos impede de considerar e usar o tempo a nosso favor, mais no final da janela ou mais no início. Este é o terceiro aumento de capital privado que a empresa coloca na rua, tem experiência com outras operações”, afirmou, quando questionado sobre a decisão de angariar os fundos neste momento, apesar de ter um prazo de dívida de 18 meses.
“É algo cirúrgico, basicamente um terço da operação que a gente vê aqui, entendendo que o momento é oportuno para sair disso. Foi discutido e decidiu-se seguir em frente. Agora, precisamos avançar nos estudos de ampliação das ações preferenciais no segmento de transmissão, para que possamos finalmente finalizar isso e dar continuidade ao nosso método de desalavancagem”, completou.
A Equatorial, que se tornou parceira de referência da Sabesp no processo de privatização da empresa de saneamento, terá foco na estruturação da empresa e na universalização dos serviços, mas o grupo pode continuar buscando oportunidades, segundo Miranda.
“Estamos muito focados no processo de organização da governança própria da Sabesp, de olho na universalização, que é um compromisso importante, que não nos impede de olhar outras oportunidades que surgem no mercado”, afirmou o executivo.
Ele disse que a empresa aguarda a conclusão do processo em Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) — o órgão já deu aprovação irrestrita, mas o prazo para impugnações continua aberto. Em seguida, será convocada uma reunião para eleger a nova diretoria.
“Temos o cuidado de cumprir o cronograma o mais rápido possível e assumir a empresa. O ‘capex’ [investimento previsto na Sabesp] É desafiador, temos muita consciência do desafio, da responsabilidade e estamos firmes no nosso objetivo de alcançar a universalização conforme planejado. Estamos olhando, em equipe, esse desafio em conjunto com o modelo de gestão da Equatorial. Só no ano passado, Equatorial realizou R$ 11 bilhões em ‘capex’ [investimentos]em áreas adversas. Então, utilizando essa capacidade que a empresa demonstrou ao longo de sua vida, com a capacidade técnica da Sabesp, temos certeza de que entregaremos o que o governo e a sociedade esperam”, afirmou Miranda.
Na teleconferência, os executivos explicaram que os resultados da Sabesp não serão consolidados no balanço da Equatorial. “É uma posição de 15% do acionista de referência. O que vai acontecer é que vamos contabilizar a equivalência da Sabesp no resultado da Equatorial”, afirmou o vice-presidente financeiro, Leonardo Lucas.
Sobre mudança na tarifa de energia
Equatorial afirma que ainda aguarda mais informações sobre possíveis alterações na estrutura tarifa de energia.
“O ministro [Alexandre Silveira] fez um comentário [sobre ampliar a tarifa social de energia]mas não detalhou como seria feito esse processo de alteração da estrutura tarifária, algo nesse sentido. Ele sugeriu que haveria um aumento no número de consumidores com tarifa social, o que, em última análise, é benéfico para as distribuidoras que têm esse peso maior, por isso alivia tanto em termos de receita e garante maior recebimento de subsídios, para que haja esse aspecto positivo”, disse o diretor da empresa, Cristiano Logrado.
“Ele fala em redistribuição de despesas, mas entendo que seriam despesas da ‘parte A’ [parcela da tarifa que cobre os custos relacionados às atividades de geração e transmissão de energia elétrica]ou seja, de forma geral, a minha leitura até agora é que o ministro diz que se trata de uma realocação da ‘parcela A’, preservando a ‘parcela B’ das distribuidoras, e em última instância, preservando o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos. Estamos aguardando mais detalhes, se haverá PM [medida provisória]se tramitará no Congresso, mas mantendo a convicção de que o equilíbrio econômico-financeiro será mantido “e o modelo distribuidor”, afirmou o executivo.
“Entendemos que essa questão tarifária causou ruído [após a fala do ministro Alexandre Silveira sobre a ampliação da tarifa social]mas entendemos que a situação está resolvida”, disse o presidente da Equatorial, Augusto Miranda.
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