Um inquérito recente realizado pela empresa de consultoria BCG encontrou uma contradição: enquanto os líderes afirmam que a inovação se tornou uma prioridade estratégica, o nível de preparação das organizações para inovar caiu de 20% em 2021 para apenas 3% em 2024. Por outras palavras, um muito se fala, pouco se pratica. A falta de cultura, compreensão das tendências e ecossistema são os três pontos que mais diminuíram na análise das empresas. Fica claro, portanto, que por mais que estejamos imersos em inovações, ainda estamos sendo engolidos pelas ondas em vez de surfá-las.
Mas, afinal, as grandes empresas ainda são capazes de inovar? A resposta começa por compreender uma divergência entre as mentalidades de quem mais inova, os empresários e os executivos, que não estão tão focados nesta questão. Enquanto os primeiros são orientados para uma visão de transformação a longo prazo, os outros são encorajados com bónus pela concretização de objectivos a curto prazo. Aqui caímos num dilema de incentivos e visão estratégica: se os acionistas desenvolverem uma mente mais “startup”, talvez veremos suas equipes propondo mais disrupção e valor ao mercado.
O segundo elemento é a caixa de ferramentas para inovar nas empresas. Mesmo que muitos já tenham experimentado algumas delas, como intraempreendedorismo, open hackathons ou inovação aberta com startups, o fato é que a maioria se aventurou sem experiência e colheu poucos resultados por falta de paciência corporativa, aliado ao ponto anterior sobre falta de visão. de transformação. É comum ver líderes falando sobre a busca por “disrupção do mercado” em entrevistas e eventos, mas falta-lhes a compreensão de que, hoje, são necessárias pessoas dedicadas e qualificadas, com espaço e recursos para propor a transformação. Como exemplo positivo, a cura para o Alzheimer poderá surgir nos próximos anos precisamente a partir do trabalho conjunto entre uma gigante farmacêutica e uma startup suíça.
O último ponto é entender como dimensionar essa visão e capacidade de inovação dentro da organização. Muitas delas mal possuem equipes focadas em inovação ou até descontinuaram as suas para focar no “core business”. É o tipo de característica das corporações que não sabem lidar com todo o arsenal diversificado que existe hoje para inovar e muito menos conseguirão transformar seus funcionários e líderes em verdadeiros inovadores. Em tempos de Olimpíadas, seria como acreditar que um atleta de alto rendimento chegará sozinho ao ouro olímpico, quando, na verdade, conta com muitos profissionais especializados. É disso que falta nas empresas: equipes que consigam organizar práticas, supervisionar o portfólio de projetos, estimular uma nova visão diante das tendências e formar mais pessoas. Sim, a inovação pode ser aprendida e é uma nova habilidade exigida dos profissionais do presente e do futuro.
Como diz o CEO da Microsoft, Satya Nadella, “o mercado não respeita a tradição, apenas a inovação”. Seja criando projetos internamente com construção de empreendimentos corporativos, investindo com capital de risco corporativo, criando programas de inovação com startups, organizando hackathons e competições tecnológicas ou outras iniciativas, as empresas agora precisam de consistência ao inovar e depois serem capazes de fazer tudo isso de uma vez. mesmo tempo.
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