Em teleconferência sobre os resultados do segundo trimestre com analistas, a administração da empresa MRV&Co procurou reforçar que o grupo está no caminho certo para recuperar resultados. A holding teve prejuízo líquido de R$ 71,3 milhões no período, ante lucro de R$ 181,8 milhões um ano atrás.
No indicador ajustado, que desconsidera as operações de recompra de ações da MRV e a marcação a mercado dos swaps de dívidas, houve o contrário, reversão do prejuízo para lucro líquido de R$ 29,3 milhões.
Ricardo Paixão, diretor financeiro do negócio, afirmou que a empresa não quer manter essas operações por muito mais tempo, mas aguarda uma resposta positiva do preço das ações — as ações caíram 2,5% na manhã desta terça-feira (13). “Daqui para frente, deveremos ter um resultado empresarial mais simplificado”, disse.
Sobre as operações no Brasil, onde existem marcas MRV e Sensia, incorporação, Lugo, construção de edifícios residenciais para alugar, e Urbanode loteamentos, Rafael Menin, copresidente da empresa, afirmou que o ecossistema habitacional nacional está “no seu melhor momento histórico”.
A mudança anunciada na semana passada, que aumenta a faixa de renda dos grupos 1 e 2 do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) deverá dar mais “vento favorável” à operação voltada ao segmento popular. A empresa também tem investido em vendas diretas para clientes que não se enquadram no MCMV, pois possuem renda superior a R$ 8 mil por mês.
Segundo Paixão, esse portfólio já representa de 10% a 12% das vendas totais e deve manter essa participação. A MRV&Co vende essa carteira para investidores, o que contribui para o seu fluxo de caixa.
A projeção da empresa, para o segmento de desenvolvimento nacional, é obter geração de caixa de R$ 300 milhões a R$ 400 milhões no ano. Até junho foram R$ 32 milhões, mas Paixão afirma que a geração deve acelerar neste semestre.
Na Luggo, um acordo com um banco oferece uma nova forma de financiar a construção. Em vez de pagar por toda a obra e só receber o valor após a venda do prédio, já em funcionamento, ao BrookfieldLuggo poderá receber 70% do valor durante a construção.
“Vemos o mercado de capitais nos ajudando a fazer crescer esse negócio sem capital da MRV, o que dará à Luggo um futuro muito legal”, disse o copresidente Rafael Menin. A expectativa é que esse novo acordo reduza ou até mesmo reverta o consumo de caixa da Luggo, de R$ 3,4 milhões no primeiro semestre.
Em relação à Resia, subsidiária americana da MRV&Co, os olhares dos executivos estão voltados para um esperado queda das taxas de juros nos Estados Unidos, o que deverá facilitar a venda dos activos da empresa.
Segundo Menin, a Resia tem atualmente cinco empreendimentos em fase de arrendamento e estabilização, que podem ser vendidos. “Nossa expectativa é que o planejamento de reciclagem de ativos feito no início do ano seja realizado”, afirmou Menin.
Isso seria importante para alcançar a neutralidade de caixa na Resia neste ano, conforme prometido pelo grupo. Resia queimou R$ 638,7 milhões em caixa no primeiro semestre.
Questionado sobre o custo das obras no Brasil, o copresidente Eduardo Fischer afirmou que a empresa tem conseguido ficar “um pouco abaixo do INCC”, o índice de inflação da construção. Há preocupação com o que pode acontecer com os custos no Rio Grande do Sul, disse ele, mas isso ainda não foi confirmado. “Temos custos cobertos em mão de obra e materiais, com ganhos importantes na linha fixa”, disse.
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