A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) enviado para Secretaria Executiva de Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) uma carta pedindo apoio para exigir medidas dos governos federal e estadual para cessar a violência contra Indígenas Guarani Kaiowá no Mato Grosso do Sul.
“Solicita-se o apoio dos órgãos internacionais para que possam ser exigidas medidas que tragam soluções efetivas do Governo Federal e Estadual com o objetivo de frear a escalada de violência no Estado”, diz trecho do documento.
Anteriormente, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) informou que a Força Nacional reforçou o efetivo na região, após incidentes de violência na região. Ó Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e do Ministério Público Federal (MPF) também trabalham lá.
A carta da APIB, datada de 31 de julho e divulgada nesta segunda-feira (5), menciona diversos ataques sofridos por indígenas.
Segundo o documento, no dia 13 de julho de 2024, os Guarani Kaiowá foram atacados por homens armados. “Após anos de espera pela demarcação da Terra Indígena Panambi-Lagoa Rica,1 em Douradina/MS, os indígenas Guarani Kaiowá iniciaram um processo de reocupação da área em estudo para fins de demarcação”, diz trecho da carta. “No mesmo dia, começaram os ataques de pistoleiros e agricultores da região, em retaliação ao movimento legítimo iniciado pelos povos originários da região”, acrescenta.
“Mais adiante, no dia 22 de julho, o povo Guarani Kaiowá da TI Panambi-Lagoa Rica viveu mais uma cena de violência na área em estudo. Dezenas de picapes, com cerca de 100 agricultores, acenderam os faróis em direção ao local onde estavam os indígenas, sob a tensão de um possível ataque”, diz outro trecho da carta à CIDH.
A APIB destaca que a aprovação da lei do marco temporal, que fixa a data de promulgação da Constituição Federal, em 1988, como marco para a ocupação de terras indígenas sujeitas a demarcação “gerou grande revolta entre os povos indígenas do Brasil e consequente incentivo ao movimento de reocupação dos territórios ancestrais”.
A tese do marco temporal foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas o Legislativo aprovou proposta com entendimento contrário. O Tribunal tenta chegar a uma conciliação sobre o assunto. Representantes do setor agrícola também defendem uma solução, pois a incerteza provoca insegurança jurídica para todas as partes envolvidas.
“Embora seja uma importante ferramenta política para promover a demarcação de comunidades tradicionais, expõe os povos indígenas a ataques de pistoleiros, agricultores e agentes corruptos das forças de segurança pública”, diz o documento.
Noutro ponto, a APIB critica o que considera ser a negligência das autoridades em evitar e conter conflitos. “Entre os meses de junho e julho de 2024 houve uma frente de ataque intensa e violenta, com conflitos envolvendo agricultores. Além disso, as forças de segurança pública, mais uma vez, têm se mostrado omissas e têm atuado com condutas claramente compatíveis com os interesses dos produtores rurais”, afirmam.
A Força Nacional atua na região do Cone Sul, no Mato Grosso do Sul, desde 10 de março de 2023. Desde então, a portaria que autoriza o uso do FNSP na região foi renovada mais de sete vezes. Representantes do MPI, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), do MPF e do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC) foram enviados ao território para prestar apoio.
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