O conselho de administração da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) impôs nesta quinta-feira (25) derrota ao grupo Cosando empresário Rubens Ometto e o governo de São Paulo em uma disputa que já dura quase três anos sobre o funcionamento do conduta de gás no Estado.
Por unanimidade, a diretoria da agência rejeitou os recursos da distribuidora Com gáscontrolada pela Cosan, e Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo), contra decisão de 2021 que questiona a autorização da obra. Ele também desistiu de um acordo para resolver o impasse.
Com 31,5 quilômetros e investimentos da ordem de R$ 500 milhões, o Gasoduto Subida da Serra foi autorizado pela Arsesp em 2019, sob o argumento de que tornaria mais competitivo o fornecimento de gás no Estado. Seu custo é pago pelo consumidor da Comgás desde então.
A ANP entende, porém, que o projeto não poderia ser autorizado por órgão estadual uma vez que, segundo a legislação, possui características de gasoduto de transporte de gás natural, modalidade de empreendimento regulamentado em nível federal. A Arsesp, diz ele, só poderia regular os ativos de distribuição.
Isso porque o projeto prevê a ligação do gasoduto a um terminal de importação de gás, violando tanto a lei vigente até 2021 — que classificava esse tipo de projeto como gasoduto de transporte — quanto a nova Lei do Gás, que impede a verticalização de A cadeia de suprimentos. .
Os custos da rede nacional de transporte de gás são partilhados por todos os utilizadores e, segundo a ANP, a operação de Subida da Serra como gasoduto de distribuição aumentaria a tarifa média do gás natural para outros Estados em até 13,2%.
“É um impacto brutal”, disse o diretor da ANP, Daniel Maia, na reunião desta quinta-feira, ao manifestar apoio ao voto da relatora do projeto, a diretora interina Patrícia Baran. A votação também foi acompanhada pela diretora Symone Araújo e pelo diretor-geral, Rodolfo Saboia.
Além da Comgás e da Arsesp, Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) vinha se posicionando a favor do investimento, sob o argumento de que ele reduz o custo dos insumos para a indústria paulista.
A ideia era criar uma “ilha de gás” em São Paulo, independente do sistema nacional: o combustível importado pela Compass, subsidiária da Cosan para esse mercado, subiria a serra pelo gasoduto e abasteceria as três distribuidoras do Estado.
A ANP chegou a defender a venda do ativo e depois propôs, sem sucesso, uma solução consensual, pois o projeto já está pronto. Uma minuta de acordo foi elaborada e debatida em audiência pública, mas estudos posteriores da área técnica da agência entendem que ainda haveria prejuízos.
“A operação do gasoduto, embora possa gerar economia aos clientes ligados à Comgás, resultará em prejuízos para todos os consumidores integrados à rede nacional de gasodutos”, diz nota técnica elaborada pela superintendência da agência reguladora.
Para o diretor-geral da ANP, a forma como o gasoduto foi desenhado pode “prejudicar mortalmente” a indústria brasileira de gás natural. “O que se busca nos últimos anos é um mercado de gás que consiga redução de preços para o consumidor.”
Compass e Arsesp não comentaram o assunto. A reportagem apurou que a empresa e o órgão entendem que a autorização do órgão estadual é um instrumento jurídico perfeito e garante a manutenção das operações do gasoduto.
Eles também questionam a mudança de posicionamento da ANP sobre o tema e dizem estar abertos a buscar uma solução consensual. Em última análise, não está descartada a judicialização do caso.
A ANP ainda não informou as consequências da decisão, embora já a tenha defendido —com ameaças de ir à Justiça STF (Supremo Tribunal Federal) — que a solução é vender o ativo para outro operador. Transferir a operação para terceiros também poderia ser uma alternativa.
Fontes do mercado afirmam que existem outras opções de acordo, como a garantia de que a operação será independente das demais atividades do grupo, nos moldes de um acordo feito pela Petrobrás como Onde (Conselho Administrativo de Defesa Económica) para não vender o Gasoduto Bolívia-Brasil.
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