Alimentos mais baratotanto em atacado como em varejolevou ao enfraquecimento da inflação apurado na primeira prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), o que desacelerou de 0,80% para 0,15% entre junho e julho. A informação é do economista da Fundação Getulio Vargas (FGV) responsável pelo indicador, André Braz.
Foi a menor taxa da primeira prévia em três meses, desde abril (-0,25%). “Ainda são boas notícias. Tivemos muita pressão [de altas de preços] concentrados no grupo alimentação, onde temíamos uma inflação mais persistente”, afirmou Braz. Com a atuação, o técnico não descartou a possibilidade do IGP-M, indicador usado para reajustar aluguelfechando o mês com taxa global inferior à de junho (0,81%).
No atacado, o Índice Amplo de Preços ao Produtor (IPA) desacelerou de 0,90% para 0,18% entre a primeira prévia de junho e a mesma prévia de julho. O setor representa a inflação no atacado e tem peso de 60% na formação do IGP-M. Braz comentou que, no atacado, as duas commodities mais importantes, no cálculo do IPA, apresentaram queda e desaceleração de preços no período. É o caso do minério de ferro (de 1,09% para 0,90%) e da soja (de 3,88% para 0,51%). Além disso, das cinco quedas de preços no atacado mais significativas na primeira prévia, quatro tiveram origem em alimentos. É o caso das quedas de preços observadas na batata (-9,41%); mandioca (-5,25%); aves (-3,20%) e mamão (-32,08%).
Ao mesmo tempo, no varejo, 30% do IGP-M total, os preços voltaram a cair. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) passou de 0,37% para -0,10% entre a primeira prévia de junho e a mesma prévia de julho. O grupo Alimentação mostrou mais uma vez deflação, comentou Braz, passando de 0,73% para -0,63%. “Tivemos uma queda acentuada nos preços das verduras e legumes, de 3,73% para 5,80%”, acrescentou.
Porém, nem tudo no varejo está em queda, admitiu o especialista. Um dos destaques foi a aceleração dos preços da gasolina, cuja variação passou de 0,20% para 0,36% entre a primeira prévia de junho e a mesma prévia de julho, devido à especulação do mercado, destacou. “E vai subir mais”, frisou.
O técnico relembrou o reajuste anunciado pela Petrobras nesta segunda-feira (8). Segundo a empresa, o litro de Gasolina aumentará R$ 0,20, passando de R$ 2,81 para R$ 3,01, ou um aumento de 7,12%. Nem todo o aumento obtido nas refinarias é repassado às bombas de combustível, lembrou Braz.
“Mas a gasolina pesa quase 5% do IPC, e está 15 centavos mais cara na bomba. Esperamos influência de 0,10 ponto percentual (pp) no IPC-M em julho e impacto de 0,05 pp em agosto [no IPC-M]ele detalhou. Isto representará um aumento de cerca de 2,7% no preço da gasolina nos meses de julho e agosto, acrescentou.
Questionado se a gasolina mais cara deveria acelerar o IGP-M até o fechamento do indicador, o especialista foi cauteloso. Isso porque há muitos outros fatores de pressão de preços, para cima e para baixo, a serem considerados também na formação do IGP-M de julho, não apenas a gasolina.
Ele destacou que, se por um lado a influência do combustível mais caro é significativa, na formação do indicador, por outro lado, há outros itens que mostram desaceleração e queda nos preços, com potencial para continuar até o final do mês, observou ele. “Temos alimentos agora desacelerando, no atacado e no varejo. E, no atacado, o preço do minério também está desacelerando”, disse ele.
Braz admitiu, porém, que não se pode esquecer da influência do câmbio no IGP-M. O indicador é muito sensível a dólarprincipalmente entre os preços no atacado – e a moeda americana oscilou bastante neste mês.
“Mas se fôssemos comparar com o IGP-M de junho, acho que, nesse mesmo índice, apostaria mais numa desaceleração do que numa aceleração, mesmo com a gasolina mais cara.”
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