O senador Davi Alcolumbre (União-AP)relator do projeto que cria o Programa de Pagamento Integral das Dívidas do Estado (Propag), incluiu em seu parecer uma escada de adesão para quem sai do Regime de Recuperação Fiscal (RRF), com prazo de cinco anos.
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Pelo texto, protocolado na manhã desta quarta-feira, poucas horas antes da votação, as parcelas serão de 20% dos valores devidos no primeiro ano; 40% no segundo; 60% no terceiro; 80% no quarto ano; até atingir 100% no último ano.
Na justificativa, o relator destacou ainda que o objetivo era atender às demandas de diversos Estados, “para não gerar qualquer ônus adicional aos estados membros do Regime de Recuperação Fiscal”.
“Essa regra vale para todos os Estados que migrarem do Regime de Recuperação Fiscal para o Propag, sem quaisquer condições”, enfatizou o senador no relatório.
Alcolumbre também ampliou a possibilidade de Estados endividados tentarem reduzir o valor devido à União. Agora, os entes poderão utilizar parte ou a totalidade do fluxo de recebíveis do Estado do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR), criado pela reforma tributária.
O FNDR receberá dinheiro da União para compensar os Estados pelas perdas de receitas devido às novas regras fiscais. O fundo será financiado por meio de investimentos da União e os valores serão atualizados de acordo com a inflação (IPCA).
Serão R$ 8 bilhões em 2029; R$ 16 bilhões em 2030; R$ 24 bilhões em 2031; R$ 32 bilhões em 2032; R$ 40 bilhões em 2033; mais R$ 2 bilhões por ano, de 2034 a 2042; e R$ 60 bilhões por ano a partir de 2043.
A inclusão do FNDR serve como alternativa à possibilidade de entrega de outros ativos, como empresas estatais. Alguns Estados reclamaram que, neste caso, apenas Minas Gerais teria vantagem porque tinha interesse em ceder a Companhia Energética Minas Gerais (Cemig), a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig) e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). .
O projeto permite a redução do índice da dívida, cujos valores atualmente são corrigidos pela inflação + juros de 4% ao ano.
Para o conseguir, os Estados podem reduzir dois pontos percentuais através da venda de activos; um ponto percentual através de investimentos em educação, infra-estruturas e segurança; e um ponto para investir num Fundo de Equalização que servirá os Estados, mesmo aqueles que não estão endividados.
Entre as mudanças, Alcolumbre também estabeleceu que a divisão do Fundo de Equalização será baseada no Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE).
Ontem, Alcolumbre disse que procurou considerar praticamente todos os envolvidos na discussão. “No eixo principal todos são bem atendidos. Nem todos estão 100% felizes, mas estão todos bem cuidados”, disse ela.
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