O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barrosoafirmou nesta segunda-feira (2) que o acordo assinado entre os três Poderes sobre novas regras para alterações parlamentares ao Orçamento não é perfeito, mas foi “o melhor que tínhamos”. Na avaliação do juiz, a experiência mostrou a possibilidade de encontrar soluções por meio do consenso. O acordo, porém, aguarda regulamentação ainda em negociação entre governo e Congresso.
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“Saímos melhores do que entramos. Foi perfeito? Não, mas era melhor do que o que tínhamos. Porque houve uma leitura extremamente crítica de que o Supremo Tribunal Federal não tinha o papel de mensurar os conflitos entre os Poderes. Ou seja, a existência do conflito e a solução em que houve um vencedor e um perdedor foi mais valorizada do que uma solução em que as partes conseguiram produzir um resultado de forma harmoniosa”, disse Barroso na palestra “Judicialização excessiva e meios extrajudiciais na resolução de conflitos”, em evento sobre consensualidade na resolução de conflitos, realizado na Faculdade de Direito da USP.
Na sexta-feira (30), dia que havia sido definido como data final para o Executivo e o Legislativo apresentarem proposta para regulamentar o acordo, o Supremo decidiu prorrogar o prazo por mais dez dias.
Entre os pontos estabelecidos no acordo entre os três Poderes está a previsão de que as alterações de bancadas e comissões serão direcionadas para projetos estruturantes —em vez de serem individualizadas. Na segunda-feira (2) o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilhaafirmou que as conversas com o Congresso a esse respeito estão progredindo.
“A orientação do presidente Lula é construir uma solução jurídica que esteja de acordo com o que o STF estabeleceu e valorize o papel dos parlamentares”, afirmou Padilha, após reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com ministros e líderes do governo.
Padilha afirmou ainda que o entendimento do “Emendas do Pix” está “bem resolvido”. O acordo de agosto prevê que esse tipo de repasse — que permite que recursos do orçamento federal sejam direcionados diretamente aos cofres dos estados e municípios — será mantido com pagamento obrigatório e sem necessidade de acordo com a União. Mas será necessária uma identificação prévia de como o dinheiro será utilizado e as obras inacabadas terão prioridade.
“Vamos enterrar de uma vez por todas esse modelo”, destacou o ministro.
Padilha acrescentou ainda que o governo pagou R$ 233 milhões em alterações tributárias já empenhadas. Na semana passada, o governo estabeleceu em portaria as regras para liberação de recursos para obras em andamento e resposta a calamidades públicas. Estas foram as duas exceções previstas na decisão do Supremo que suspendeu as alterações obrigatórias e que continua em vigor.
Na palestra desta segunda, Barroso afirmou que o STF “está sempre descontente” e destacou que o prestígio da Corte não pode ser medido por pesquisas de opinião.
“O Supremo sempre desagrada: ou o contribuinte, que diz que o Supremo é agricultor, ou o governo, que diz que o Supremo vai levar o Brasil ou as comunidades indígenas ou o agronegócio à falência”, afirmou. “Não há como decidir as questões mais controversas da sociedade sem incorrer em algum nível de impopularidade. Está na ‘descrição do trabalho’ [descrição de trabalho] para um ministro do Supremo Tribunal Federal decidir de acordo com a Constituição e desagradar”, completou.
O acordo em torno das emendas ocorreu após o Supremo analisar mais uma vez se o Congresso estava recorrendo a novos formatos para restabelecer o chamado orçamento secreto, como ficou conhecido o modelo de indicações de gastos sem transparência feitas pelos parlamentares. Inicialmente, o sistema baseava-se em alterações do relator, marcadas pelo indicador RP9. Em 2022, o STF declarou que a prática é inconstitucional. O uso das emendas da comissão e das emendas do pix, porém, reacendeu a discussão sobre o tema.
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