Por Carlos Lopes.
Em um anúncio recente, o Google informou que não removerá mais o recurso de cookies de terceiros do navegador Chrome. A decisão marca uma mudança na decisão da empresa, que até então, retiraria a ferramenta do seu navegador.
O novo posicionamento gerou uma onda de repercussão na indústria digital, já que o Chrome detém mais de 60% do market share global de navegadores. Mas a estratégia do Google não é isolada. A pressão do mercado para manter o uso da tecnologia e o cenário complexo que cerca a privacidade e a proteção de dados tiveram grande influência na decisão.
O marketing digital, que sempre utilizou tecnologia de cookies de terceiros, enfrenta um momento decisivo de evolução e mudança. A preocupação da sociedade com a proteção de dados tem levado a mudanças na forma como os dados são coletados e utilizados pelas empresas.
Perante a necessidade de regulação, o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD), criado pelo Parlamento Europeu, entrou em vigor em 2018 para estabelecer regras de privacidade e segurança de dados para os cidadãos europeus. O documento é considerado um divisor de águas e utilizado em outros continentes como parâmetro para legislações e regulamentações.
Após o marco, algumas empresas também passaram a adotar modelos independentes para proteger a privacidade de seus clientes. Em 2020, o lançamento do App Tracking Transparency pela Apple trouxe a discussão à tona.
A ferramenta ofereceu a opção de bloquear mecanismos de rastreamento de cookies de terceiros. Esse movimento provocou reações. A própria Meta, na época, publicou uma nota sobre os impactos negativos que isso teria para as pequenas empresas.
Apesar da mudança de posição do Google em relação aos cookies de terceiros, a tecnologia é considerada invasiva. Nos últimos anos, a utilização desta ferramenta perdeu força, com um aumento considerável na procura de dados próprios. Esta é uma tendência do mercado para práticas que respeitem mais a privacidade do consumidor e sejam mais sustentáveis para os negócios.
Ainda sem muitas definições sobre cookies, o Google Chrome deverá trazer mecanismos alternativos para que a indústria de marketing não fique completamente sem dados. Detalhes ainda não foram revelados.
À medida que a indústria se adapta a esta nova realidade, as empresas devem concentrar-se na utilização de dados próprios, com foco na alta qualidade.
Privacidade em primeiro lugar
A privacidade dos usuários e a segurança da informação precisam ser prioridades constantes. A mudança do Google não pode ser interpretada como um sinal para as empresas continuarem usando apenas cookies de terceiros.
Pelo contrário, é importante que as empresas invistam na construção de uma infraestrutura robusta de integração e armazenamento de dados, que respeite sempre a privacidade dos utilizadores.
Vale lembrar aqui também o boom de outro fenômeno tecnológico: o uso da Inteligência Artificial e do aprendizado de máquina. Avançar no uso dessas ferramentas dentro do marketing digital significa garantir a qualidade dos dados dos usuários que serão utilizados nos treinamentos.
Uma coisa leva a outra. O bom uso da IA está ligado à forma como os dados são processados. Portanto, a responsabilidade no uso das informações dos clientes é fundamental para o desenvolvimento de tecnologias avançadas e sustentáveis.
E esse bom uso envolve necessariamente dados próprios. Estamos no início de uma era: o uso de IA e Machine Learning nos negócios digitais. Uma boa estrutura de informações – consistente, organizada, limpa e segura – fará toda a diferença no processo.
Em última análise, o melhor negócio será aquele que seguir a regra de ouro do marketing digital e da privacidade de dados: respeito ao usuário e aos seus dados, sempre.
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*Carlos Lopes, diretor de tecnologia da Monks.
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