Pesquisadora de Estudos Olímpicos destaca diversidade, referência à cultura pop e presença de atletas icônicos no evento das Olimpíadas de 2024: veja curiosidades sobre a cerimônia de abertura REUTERS/Anushree Fadnavis Ame ou odeie, só aconteceu nesta sexta (26): o grande cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2024 em Paris. Na capital francesa, o evento contou com shows de Lady Gaga e Céline Dion, além de números grandiosos, visitas a pontos turísticos famosos, uma chuva de referências da cultura pop e atletas icônicos em papéis de destaque. O fato de a cerimônia ocupar vários palcos da cidade, em vez de apenas um estádio, já era uma elogiada quebra da norma por muitos. Professora da Escola de Educação Física e Desportos da Universidade de São Paulo (EEFE-USP) e pesquisadora em estudos olímpicos, Katia Rubio explica que, embora os Jogos Olímpicos de Verão tenham sido criados em 1896, esse pomposo “ritual” de abertura só aconteceu da edição de 1932, com sede na Califórnia, nos Estados Unidos. “Esse espetáculo foi inventado em Los Angeles, sede da indústria cinematográfica, que vivia a superação da Grande Depressão de 1929. Toda a tecnologia e criatividade do cinema foram utilizadas para criar essa abertura. se reinventou e os países passaram a usar a cerimônia para mostrar sua cultura e história”, lembra. Lady Gaga cantou na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Paris 2024 Narrativa da Reuters Na opinião do especialista, contar com a presença de atletas de diversas nacionalidades e uma narrativa que abordasse diversos contextos históricos também foi uma forma de resgatar o passado político da França: “A diversidade cultural, em todos os níveis e em todos os momentos durante o evento, foi, na minha opinião, uma tentativa da França de superar o colonialismo, que é uma das suas marcas históricas.” Referências E, falando em narrativa, a organização surpreendeu na forma como escolheu contar a história da cidade-sede. Foram utilizados símbolos da literatura francesa, mas também do cinema hollywoodiano e até de videogames para a apresentação, que passou por museus, bibliotecas, fazendo referência aos filmes “Asterix e Obelix: Missão Cleópatra”, “O Corcunda de Notre Dame”, o personagens Minions, o livro “O Fantasma da Ópera” e o jogo “Assassin’s Creed”. Minions apareceram na cerimônia das Olimpíadas Reprodução/Globo Diversidade Katia exalta a diversidade de gênero durante os números musicais, incluindo shows de participantes da versão francesa do reality show “Rupaul’s Drag Race”, como Nicky Doll, Kam Hugh e Piche. Além disso, esta é a primeira edição das Olimpíadas com o mesmo número de atletas femininos e masculinos. Rainhas da “Drag Race France” na abertura das Olimpíadas Reprodução Globo Atletas lendários E como são elas que brilham em campo, é justo que tenham destaque na abertura, certo? A pesquisadora elogia a participação de nomes que são grandes estrelas da história do esporte, como o tenista espanhol Rafael Nadal, a ex-ginasta romena Nadia Comaneci, a ex-tenista norte-americana Serena Williams, o ex-velocista norte-americano Carl Lewis e o ex-jogador de futebol Zinedine zidane. “Vejo isso como um esforço da França para homenagear o mundo, é como se ela estivesse abraçando a todos, buscando a reconciliação que ela propôs”, afirma Katia. Rafael Nadal, Nadia Comaneci, Serena Williams e Carl Lewis carregam a tocha olímpica Reuters A paridade de gênero também ficou clara na escolha de quem acenderia a pira olímpica: Marie-Jose Perec e Teddy Riner, dois nomes importantes do atletismo e do judô, respectivamente, teve a honrosa responsabilidade Teddy Riner e Marie-Jose Perec Reuters Números gigantescos Segundo dados da Reuters, a cerimônia contou com uma equipe de 45 mil policiais, milhares de soldados, 90 barcos utilizados pelas delegações, com cerca de 6,8 mil atletas, que percorreram um percurso de aproximadamente 6 quilômetros no rio Sena. A cerimônia também passou por pontos turísticos famosos como a Catedral de Notre Dame, o Museu do Louvre e o Museu D’Orsay, deixando grande parte da cidade cercada e monitorada. Cerimônia de abertura das Olimpíadas de 2024 Protocolos da Reuters Katia explica que não existe uma lista fechada de requisitos que a cidade-sede das Olimpíadas deve seguir, mas algumas regras são seguidas até hoje: “A palavra de quem abre os jogos é do presidente da da República, estão os juramentos dos atletas, dos árbitros, da comissão técnica, a palavra do presidente do Comitê Olímpico Internacional e da comissão organizadora Então, tendo isso, todo o resto cabe à comissão organizadora decidir”, ele detalha. Cerimônia de abertura das Olimpíadas de 2024 Reuters Outro ponto que não foi alterado pela organização francesa foi a ordem do desfile das delegações. O professor explica que, historicamente, quem entra primeiro é sempre a Grécia, “pois é o berço do Olimpismo e o anfitrião da primeira edição dos jogos”, e termina o país que acolhe os Jogos Olímpicos. “Agora inventaram esta história dos próximos países anfitriões que ficam até ao fim, mas isto é recente, aconteceu em Tóquio, porque já foi excepcional, e agora parece que vai virar tradição os futuros anfitriões desfilarem no final [da cerimônia]”, comenta. Parkour Em um feito inédito, a cerimônia de abertura cinematográfica saiu do ambiente fechado dos estádios e também teve muito apelo comercial em termos de símbolos discutidos, como a escolha de Lady Gaga e Céline Dion para os shows e o dinamismo da apresentação, que antes girava apenas em torno de quem acenderia a pira olímpica. Prova disso foi a presença do parkour, que, apesar de não ser um esporte olímpico, é uma prática de origem francesa que envolve correr e saltar. obstáculos. representações e significados. [da França] foram refletidos nesta cerimônia”, analisa Katia Rubio. Veja mais!
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