O benefício permite que os profissionais trabalhem remotamente de qualquer lugar do mundo, por um determinado período de tempo e com possibilidade de adaptação da viagem ao fuso horário do país de destino. Através do ‘workation’, Giovana Gabriel trabalhou remotamente por mês na Espanha CI&T/ Arquivo Pessoal Através do ‘workation’, Giovana Gabriel trabalhou remotamente por mês na Espanha CI&T/ Arquivo Pessoal Giovana Gabriel foi convidada para passar as férias na casa de uma amiga, na Noruega, um país localizado no norte da Europa. A viagem duraria 15 dias, mas, graças ao “trabalho”, a jovem conseguiu ampliar o roteiro e ficou na Espanha por mais 30 dias. Tudo isso sem pedir licença ou afastamento do trabalho. “Workation”, termo criado a partir da junção das palavras trabalho e férias, é um benefício oferecido por algumas empresas que combina trabalho remoto com viagens de lazer. Não possui regras e está previsto na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Cada empresa pode estabelecer o tempo de teletrabalho que achar adequado. No Brasil esse período costuma ser de 30 a 90 dias. A CI&T, empresa brasileira de tecnologia da informação e desenvolvimento de software, e o Google Brasil são algumas das organizações que já aderiram à tendência (veja o que dizem as organizações abaixo). Mas, afinal, qual a diferença entre “trabalho” e home office? O benefício permite que os profissionais exerçam suas funções de qualquer lugar do mundo, dentro de um determinado período de tempo e com possibilidade de adequação da jornada de trabalho ao fuso horário do país de destino. Assim, é possível que o colaborador possa realizar uma viagem onde tenha momentos de lazer e também completar sua jornada de trabalho. Em algumas empresas, como é o caso da Giovana, é possível até conciliar o horário de trabalho com férias ou feriados. “É legal porque criamos uma rotina em outros países, mas sabemos que é temporário. É o tipo de experiência que você só teria se abandonasse toda a sua vida no Brasil (…) E, ao mesmo tempo que eu tenho um rotina, faço passeios turísticos”, diz Giovana, que é designer na CI&T. Ficou curioso para saber mais sobre “workation”? Abaixo, o g1 explica o esquema com base nas seguintes questões: A viagem é paga pela empresa? O salário é pago em R$? Como funciona a relação entre horário de trabalho e fuso horário? O que dizem as empresas? Quais são as vantagens? Quais são os riscos? O que o empregador precisa saber antes de implementar? Trabalho em casa. Posso viajar sem avisar meu chefe? A viagem é paga pela empresa? Não. No “trabalho”, as empresas não são obrigadas a pagar despesas de deslocação, mas devem fornecer todos os equipamentos necessários para que os profissionais possam desempenhar as suas funções. Cuidados como emissão de visto, hospedagem e compra de passagens são de responsabilidade dos trabalhadores. Porém, cabe às organizações fornecer documentos – que deverão ser apresentados no embarque – que comprovem domínio de ferramentas de trabalho, como computadores e celulares. O salário é pago em R$? Sim. Mesmo que o trabalhador exerça sua atividade em outro país, estado ou cidade, a remuneração deverá ser paga em reais (R$), caso o contrato de trabalho tenha sido assinado no Brasil. Vale ressaltar também que o salário do empregado beneficiário do “trabalho” não pode ser reduzido. Neste caso, aplica-se o princípio da irredutibilidade salarial previsto na Constituição Federal. Clique aqui para saber quando o empregador pode reduzir seu salário Como funciona a relação entre horário de trabalho e fuso horário? Por não se tratar de um benefício com previsão legal, as empresas podem definir o horário de trabalho mais adequado. Dessa forma, é possível estabelecer na política interna e no Termo de Compromisso Individual (acordo feito entre empregador e empregado) que o horário de trabalho praticado durante o “trabalho” deve ser adaptado ou não ao fuso horário do país de destino. . Pelas cláusulas, o colaborador também pode se comprometer a cumprir os compromissos profissionais necessários durante o horário de Brasília, sem comprometer o período de descanso. O que dizem as empresas? No Google Brasil, as regras de “trabalho” foram atualizadas durante a pandemia de Covid-19, em 2021. Anteriormente, o benefício tinha duração de 14 dias. Hoje, são até quatro semanas. A “Big tech” decidiu adotar a política para promover o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal dos colaboradores. “Há momentos em que os “googlers” precisam estar em outras localidades, e nesses momentos eles podem utilizar a política (…) a repercussão foi muito positiva e bem recebida”, explica a líder de RH do Google Brasil, Carolina Priscilla. Na CI&T, o benefício foi implementado para tornar mais acessível a ida dos colaboradores ao exterior. Anteriormente, apenas os profissionais transferidos para outras unidades tinham essa oportunidade. A empresa, de origem brasileira, possui escritórios em outros oito países: EUA, Portugal, Canadá, Reino Unido, China, Japão, Austrália e Colômbia. “Muitos pediram para trabalhar fora [do Brasil] para fazer um curso de idiomas ou ver parentes. Demorou para conversar com as áreas e montar o programa, que foi lançado em 2022”, afirma Cristiane Morais, gerente de RH da empresa de tecnologia. Profissionais de todos os setores de CI&T podem aproveitar o “trabalho”, que dura até até 90 dias. Esse período pode ser parcelado e pode até ser programado para mais de um país. A empresa também permite que o programa seja alterado com férias, tenha a experiência de trabalhar em um país diferente e até mesmo passar um tempo com parentes. que moram no exterior. Há também quem queira fazer aquela viagem dos sonhos, como Machu Picchu” Quais as vantagens? A combinação entre trabalho remoto e viagens de lazer pode ajudar a reter talentos dentro da empresa e atrair novos profissionais, afirma a especialista em carreira e comunicação, Luana Lourenço. “Falamos muito sobre a importância da saúde mental e acredito que este seja um dos legados da pandemia. Flexibilizar o modelo de trabalho vai ao encontro deste lema (…) as novas gerações valorizam esta independência”. A análise da especialista explica o sentimento de Giovana Gabriel, que é designer da CI&T. Ao beneficiar do “worketion” e trabalhar durante um mês em Barcelona, a jovem afirma que se sente mais entusiasmada para exercer a sua função na empresa “Hoje tenho uma qualidade de vida melhor e isso gera uma relação de troca , sabe? Me sinto mais motivada para entregar mais porque quero manter aquele equilíbrio, esse cuidado, que recebo da empresa”, diz Giovana. Giovana Gabriel passou um mês trabalhando remotamente na Espanha CI&T/ Arquivo Pessoal Quais são os riscos? “workation” é outro programa que acompanha a ascensão de modelos de trabalho flexíveis. Entre elas, a semana de quatro dias e a “sexta-feira curta”, que reduz o horário de trabalho para sexta-feira. Mas as empresas que quiserem implementar o benefício precisam tomar alguns cuidados, principalmente em relação à cultura e estrutura. Acontece que nem todas as organizações estão preparadas para lidar com o trabalho remoto. Preparar as lideranças, estabelecer regras para o programa e capacitar os colaboradores para atividades remotas são algumas das ações que devem ser tomadas. antes de colocar o “trabalho” em ação, segundo Luana Lourenço. “A liderança precisa abrir a mentalidade para entender que o resultado é mais importante que a presença física e a quantidade de horas trabalhadas.” Ainda segundo o especialista, ao implementar o “workation”, a empresa pode assumir o risco de lidar com deficiências na prestação de serviços. Para que o trabalhador beneficiado continue produtivo nesse período, ele deve ter desenvolvido maturidade para realizar uma boa autogestão. O que o empregador precisa saber antes de implementar? A Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) não impõe regras para a implementação do “trabalho”, apesar de estabelecer condições para a prática do teletrabalho. Como não há previsão legal, as empresas podem determinar as regras dos benefícios em política interna. Informações sobre os setores elegíveis, o prazo de validade e o funcionamento do esquema de entrega são algumas das informações que devem constar no documento. “A política interna não exclui o cuidado de firmar acordo individual com o empregado que será beneficiado”, reforça a advogada especialista em direito trabalhista Juliana Roque. Eu trabalho em casa. Posso viajar sem avisar meu chefe? Depende. Assim como o “trabalho”, o sistema home office não possui previsão legal. Isto acontece porque a legislação utiliza o termo “teletrabalho” para se referir às profissões exercidas remotamente. Nesse sentido, não existem regras que obriguem a realização da atividade em casa. Apesar disso, as empresas têm liberdade para exigir que seus profissionais trabalhem exclusivamente em casa. Essa determinação deverá constar no contrato de trabalho, que dependerá da aceitação do empregado, pois o documento é fruto de um acordo bilateral. Ou seja, a sua implementação deve ser aceite por ambas as partes, trabalhador e empregador. Leia mais Assista Short Friday: sair mais cedo do trabalho às sextas-feiras já é realidade em algumas empresas O que dizem quem passa no teste de 4 dias semanais no Brasil Saiba o que diz a lei sobre reuniões fora do horário contratual de trabalho
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